08/11/2018 | Última Atualização: 09/11/2018 10:02:11

Capacidade de armazenagem agrícola fica em 169 milhões de toneladas no 1º semestre de 2018

O total de capacidade útil disponível no Brasil para armazenamento no primeiro semestre de 2018, em estabelecimentos ativos na pesquisa, foi de 169,0 milhões toneladas, resultado 1,2% maior que o do segundo semestre de 2017 (167,0 milhões de toneladas). O Mato Grosso obteve a maior capacidade de armazenagem, com 40,2 milhões de toneladas. O estoque de produtos agrícolas totalizou 58,3 milhões de toneladas, uma queda de 0,4 milhões de toneladas frente aos 58,7 milhões toneladas estocadas no primeiro semestre de 2017. Entre os produtos agrícolas, o maior volume estocado era da soja (37,0 milhões de toneladas), seguido pelo milho (10,7 milhões), arroz (4,9 milhões), trigo (2,0 milhões) e café (762,0 mil toneladas).

Com 81,1 milhões de toneladas, silos predominam na rede armazenadora

Em termos de capacidade útil armazenável, os silos predominaram, alcançando 81,1 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2018, correspondendo a 48,0% da capacidade útil total. Em relação ao semestre anterior, os silos apresentaram alta de 3,0%. Em seguida, os armazéns graneleiros e granelizados, responsáveis por 37,6% da armazenagem nacional, atingiram 63,6 milhões de toneladas de capacidade útil armazenável, apresentando crescimento de 0,8%. Já os armazéns convencionais, estruturais e infláveis, somaram 24,3 milhões de toneladas, uma queda de 3,3% em relação ao segundo semestre de 2017.

UF NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS CAPACIDADE (1000 T) 
CONVENCIONAL (1) GRANELEIRO SILO  TOTAL  
BRASIL 7733 24.291,535 63.579,628 81.137,068 169.008,231 
RO 26 86,974 134,300 77,260 298,534 
AC 14 15,434 - 22,690 38,124 
AM 13 31,908 300,000 32,385 364,293 
RR 6 12,110 - 78,750 90,860 
PA 67 145,126 91,810 827,300 1.064,236 
AP 10 66,168 - 62,000 128,168 
TO 85 360,288 656,100 1.175,165 2.191,553 
MA 57 67,603 1.612,750 448,403 2.128,756 
PI 111 274,907 807,382 1.229,059 2.311,348 
CE 85 638,292 79,400 317,001 1.034,693 
RN 17 114,404 - - 114,404 
PB 13 103,418 2,480 132,050 237,948 
PE 29 117,032 0,040 219,310 336,382 
AL 6 17,504 3,000 34,500 55,004 
SE 10 31,688 16,440 46,000 94,128 
BA 169 492,521 2.003,454 1.687,512 4.183,487 
MG 503 3.706,234 1.572,929 3.294,593 8.573,756 
ES 76 701,177 451,050 119,024 1.271,251 
RJ 21 216,570 12,333 110,313 339,216 
SP 662 3.878,293 2.307,038 5.086,388 11.271,719 
PR 1315 3.875,030 10.150,721 17.033,739 31.059,490 
SC 318 608,242 1.033,664 3.677,304 5.319,210 
RS 1940 3.132,886 8.061,638 20.849,729 32.044,253 
MS 461 525,695 3.670,587 5.680,652 9.876,934 
MT 1202 3.418,774 23.022,748 13.762,356 40.203,878 
GO 495 1.305,094 7.559,984 5.025,905 13.890,983 
DF 22 348,162 29,780 107,680 485,622 
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa de Estoques, 1º semestre de 2018.
Nota: (1) A capacidade útil dos armazéns convencionais, estruturais e infláveis foi convertida na proporção de 0,6t/m3

Com 7.733 estabelecimentos ativos no primeiro semestre de 2018, a Pesquisa de Estoques apresentou uma queda de 0,5%, quando comparada com a pesquisa do segundo semestre de 2017. Neste primeiro semestre de 2018, a Região Centro-Oeste foi a única que teve um pequeno aumento no número de estabelecimentos ativos (0,1%), enquanto a Região Sudeste teve a maior queda (2,4%).

Estoques de soja e arroz crescem; milho tem queda

Em relação ao primeiro semestre de 2017, os estoques de soja e arroz apresentaram crescimento de 6,0% e 0,5%, respectivamente, enquanto os de milho caíram 17,7%. Os estoques de soja representaram o maior volume (37,0 milhões de toneladas), seguidos pelos estoques de milho (10,7 milhões), arroz (4,9 milhões), trigo (2,0 milhões) e café (762,0 mil toneladas). Estes produtos corresponderam a 94,9% da massa de grãos estocada entre os produtos monitorados pela pesquisa, sendo os 5,1% restantes compostos por algodão, feijão preto, feijão de cor e outros grãos e sementes.