11/10/2018 | Última Atualização: 11/10/2018 13:44:37

Em agosto, vendas no varejo crescem 1,3%

Em agosto de 2018, o comércio varejista nacional cresceu 1,3% frente a julho, na série com ajuste sazonal, compensando, assim, grande parte da queda de 1,5% acumulada nos últimos três meses. Nessa comparação, a receita cresceu 1,5%. Com isso, a média móvel trimestral (0,3%) reverteu o sinal negativo observado em julho (-0,5%).

Período Varejo Varejo Ampliado
Volume de vendas Receita nominal Volume de vendas Receita nominal
Agosto / Julho* 1,3 1,5 4,2 4,4
Média móvel trimestral* 0,3 0,9 2,2 2,4
Agosto 2018 / Agosto 2017 4,1 7,6 6,9 9,7
Acumulado Jan-Ago 2018 2,6 4,4 5,6 6,9
Acumulado  em 12 meses 3,3 4,0 6,4 6,7
*Série ajustada sazonalmente

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com agosto de 2017, o comércio varejista cresceu 4,1%, após recuar 1,0% em julho. O acumulado no ano foi de 2,6%, com aumento de ritmo em relação ao acumulado de julho (2,3%). O acumulado nos últimos doze meses passou de 3,2% em julho para 3,3% em agosto, praticamente mantendo o ritmo de vendas.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, as vendas subiram 4,2% em relação a julho, voltando a crescer após taxa de -0,3%. Com isso, a média móvel do trimestre encerrado em agosto (2,2%) sinalizou aumento no ritmo das vendas, quando comparada à média móvel no trimestre encerrado em julho (-0,9%). Frente a agosto de 2017, mostrou avanço de 6,9%, décima sexta taxa positiva consecutiva, a maior desde abril de 2018 (8,5%). Assim, o varejo ampliado acumulou expansão de 5,6% de janeiro a agosto, avançando frente ao acumulado até julho (5,4%). O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 6,5% em julho para 6,4% até agosto, também apontou estabilidade no ritmo de vendas. Acesse a publicação completa e material de apoio à direita dessa página.

Sete das oito atividades pesquisadas apresentaram crescimento

O crescimento de 1,3% no volume de vendas do comércio varejista, na passagem de julho para agosto de 2018, na série com ajuste sazonal, mostra resultados positivos em sete das oito atividades pesquisadas: Tecidos, vestuário e calçados (5,6%), Combustíveis e lubrificantes (3,0%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,5%), Móveis e eletrodomésticos (2,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,9%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,7%) Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%). A única atividade com taxa negativa em agosto foi Livros, jornais, revistas e papelaria (-2,5%), que mostra comportamento predominantemente negativo desde maio, acumulando perda de 9,7% nesse período.

No comércio varejista ampliado, o volume de vendas, em agosto, mostrou expansão de 4,2% em relação a julho de 2018, na série com ajuste sazonal, após recuar -0,3% no mês anterior. Esse resultado foi fortemente influenciado pelas vendas de Veículos, motos, partes e peças que (5,4%) e Material de construção (4,6%), ambos compensando os recuos registrados em julho, respectivamente de -1,4% e de -3,5%.

BRASIL - INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
 Agosto 2018
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
JUN JUL AGO JUN JUL AGO NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) -0,2 -0,1 1,3 1,4 -1,0 4,1 2,6 3,3
1 - Combustíveis e lubrificantes -2,2 1,2 3,0 -11,6 -8,7 -2,0 -5,9 -5,1
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo -3,6 1,9 0,7 4,0 1,3 5,5 4,9 4,8
       2.1 - Super e hipermercados -3,6 1,3 1,0 4,2 1,4 6,3 5,2 5,3
3 - Tecidos, vest. e calçados 1,7 -0,1 5,6 -4,4 -8,4 2,9 -3,5 0,7
4 - Móveis e eletrodomésticos 4,5 -4,2 2,0 0,7 -6,9 -2,4 -0,8 3,7
       4.1 - Móveis - - - 0,4 -6,7 -3,0 -3,5 0,6
       4.2 - Eletrodomésticos - - - 0,9 -7,3 -2,3 1,3 5,3
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria 1,4 0,2 0,9 4,6 5,5 7,4 5,9 6,3
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria 0,0 -1,2 -2,5 -11,5 -10,4 -12,0 -9,3 -8,1
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação 3,7 -2,4 0,6 -1,3 -4,1 3,1 -0,5 -2,8
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico 2,6 -1,7 2,5 8,5 4,6 9,5 7,7 6,5
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 2,7 -0,3 4,2 3,7 2,9 6,9 5,6 6,4
9 - Veículos e motos, partes e peças 16,1 -1,4 5,4 10,4 16,6 15,9 16,4 14,2
10- Material de construção 11,5 -3,5 4,6 5,6 2,1 5,9 4,7 7,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio. 
(1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.  
(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10        

Em agosto de 2018, frente a igual mês do ano anterior, o comércio varejista avançou 4,1% com cinco das oito atividades registrando aumento nas vendas. Os destaques positivos, por ordem de contribuição na formação da taxa global do varejo, vieram de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (5,5%), setor de maior peso na estrutura do varejo, seguido por Outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,5%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (7,4%). Ainda com taxas positivas, figuram-se: Tecidos, vestuário e calçados (2,9%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,1%). Por outro lado, pressionando negativamente, encontram-se Combustíveis e lubrificantes (-2,0%) e Móveis e eletrodomésticos (-2,4%) seguidos por Livros, jornais, revistas e papelaria (-12,0%).

Com avanço de 6,9%, frente a agosto de 2017, o comércio varejista ampliado registrou a décima sexta taxa positiva, com a principal contribuição na taxa total do varejo ampliado vindo de Veículos, motos, partes e peças (15,9%), além da pressão positiva de Material de construção, com avanço de 5,9%.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com avanço de 5,5% frente a agosto de 2017, registrou a décima sétima taxa positiva consecutiva nessa comparação, e com maior ritmo em relação ao resultado de julho (1,3%), exercendo, assim, o maior impacto positivo sobre a taxa global do varejo. O desempenho da atividade vem sendo sustentado pela estabilidade da massa de rendimento real habitualmente recebida e pelo aumento da população ocupada. O indicador acumulado nos últimos doze meses passou de 4,5 % em julho para 4,8% em agosto, mantendo em alta desde março de 2017 (-3,0%).

BRASIL - INDICADORES DA RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
Agosto 2018
ATIVIDADES MÊS/MÊS ANTERIOR (1) MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIOR ACUMULADO
Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%) Taxa de Variação (%)
JUN JUL AGO JUN JUL AGO NO ANO 12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2) 0,7 0,4 1,5 5,3 2,9 7,6 4,4 4,0
1 - Combustíveis e lubrificantes 2,8 0,8 0,1 13,3 13,9 11,7 10,5 8,0
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo -0,7 1,3 1,8 5,1 2,7 8,2 3,7 2,8
       2.1 - Super e hipermercados -0,8 1,3 2,0 5,0 2,7 8,9 3,8 3,2
3 - Tecidos, vest. e calçados 1,4 0,2 5,4 -2,7 -7,1 4,2 -1,6 3,0
4 - Móveis e eletrodomésticos 5,3 -4,2 2,5 -0,4 -7,5 -2,6 -2,2 1,7
       4.1 - Móveis - - - 1,0 -5,3 -1,7 -3,4 0,9
       4.2 - Eletrodomésticos - - - -1,0 -8,6 -3,0 -0,9 2,1
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria 1,8 0,4 1,1 6,7 7,4 9,6 8,7 9,6
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria 0,0 -0,4 -1,8 -9,1 -7,9 -9,7 -6,4 -4,7
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação 3,3 -1,5 0,6 -5,7 -6,7 0,5 -5,2 -8,7
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico 2,3 -1,0 3,0 9,5 5,7 10,9 8,5 7,7
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3) 3,4 -0,4 4,4 6,7 5,8 9,7 6,9 6,7
9 - Veículos e motos, partes e peças 10,5 1,0 5,3 11,0 17,2 16,9 16,9 14,6
10- Material de construção 12,7 -2,8 4,8 8,8 5,9 10,0 7,1 9,9
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
(1) Séries com ajuste sazonal.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos, etc., com expansão de 9,5% no volume de vendas em relação a agosto de 2017, exerceu a segunda maior contribuição ao resultado geral do varejo, com ganho de ritmo em relação ao resultado de julho (4,6%). O indicador acumulado nos últimos doze meses, com taxa de 6,5%, mantém trajetória de recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, com aumento de 7,4% nas vendas frente a agosto de 2017, exerceu a terceira maior contribuição na taxa global do varejo, registrando a décima sexta variação positiva consecutiva. Em termos de resultado acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 6,0% até julho para 6,3% em agosto, mantém a trajetória ascendente iniciada em abril de 2017 (-3,5%).

Tecidos, vestuário e calçados, com crescimento de 2,9% em relação a agosto de 2017, interrompeu a trajetória de queda observada por seis meses consecutivos e respondeu pela quarta maior contribuição positiva na composição da taxa geral do varejo. Ainda assim, o acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 1,2% em julho para 0,7% em agosto, sinaliza perda de ritmo, movimento observado desde janeiro de 2018 para essa atividade.

Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação avançou 3,1% em relação a agosto de 2017. O acumulado nos últimos doze meses (-2,8%) reduz o ritmo de queda nas vendas em relação a julho (-3,3%), sinalizando ganho de ritmo.

Combustíveis e lubrificantes, com recuo de 2,0% no volume de vendas em relação a agosto de 2017, exerceu maior contribuição negativa para o resultado total do varejo. A variação dos preços de combustíveis, acima da variação média de preços, é fator relevante que vem influenciando negativamente o desempenho do setor. Com isso, o indicador anualizado, acumulado nos últimos doze meses, permanece no campo negativo (-5,1%) desde março de 2015, acentuando a trajetória descendente a partir de abril de 2018 (2,9%).

Móveis e eletrodomésticos, com queda de 2,4% no volume de vendas em relação a agosto de 2017, também exerceu maior contribuição negativa para o resultado da taxa total do comércio varejista, porém reduziu ritmo de queda em relação ao mês de julho (-6,9%). O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao passar de 5,2% até julho para 3,7% em agosto, registrou significativa perda de ritmo, iniciada em abril de 2018.

Livros, jornais, revistas e papelaria apresentou recuo no volume de vendas de -12,0% frente a agosto de 2017. O comportamento desta atividade foi influenciado pela redução de postos físicos de vendas. Com isso, o indicador anualizado, acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -7,6% para -8,1%, acentua a trajetória descendente iniciada em fevereiro 2018 (-3,6%).

Veículos, motos, partes e peças, ao registrar 15,9% em relação a agosto de 2017, assinalou a décima sexta taxa seguida positiva, exercendo a maior contribuição no resultado de agosto para o varejo ampliado. O acumulado nos últimos doze meses passou de 14,0% até julho para 14,2 % até agosto, permanecendo em trajetória de recuperação e registrando a maior taxa para essa comparação desde julho de 2011 (13,5%).

Com avanço de 5,9% em relação a agosto de 2017, o segmento de Material de Construção voltou a mostrar expansão nessa comparação. O acumulando nos últimos doze meses perdeu ritmo e passou de 8,4 % em julho para 7,8% em agosto.

Vendas do comércio crescem em 24 das 27 Unidades da Federação

De julho para agosto de 2018, na série com ajuste sazonal, a taxa média nacional de vendas do comércio varejista mostrou variação de 1,3%, com resultados positivos em 24 das 27 Unidades da Federação com destaques, em termos de magnitude de vendas, para Paraíba (7,5%) e Acre (7,1%). Por outro lado, os estados de Tocantins (-2,0%) e Piauí (-0,5%) apresentaram as únicas variações negativas, enquanto Roraima registrou estabilidade (0,0%). Para a mesma comparação, no comércio varejista ampliado, a variação entre julho e agosto foi de 4,2%, com 26 das 27 Unidades da Federação mostrando aumento nas vendas nessa mesma comparação, com destaque para Paraíba (6,7%), Rio Grande do Sul e Goiás (ambos com 5,6%). Sergipe foi a única Unidade da Federação com taxa negativa (-0,6%).

Frente a agosto de 2017, a variação das vendas do comércio varejista nacional foi de 4,1%, com 23 das 27 Unidades Federativas mostrando resultados positivos, com destaque para Paraíba (14,1%), Maranhão e Espírito Santo (ambos com 9,6%). Entre os estados que mostraram queda de vendas, os destaques, em termos de magnitude, foram observados no Amapá (-3,9%), Piauí (-2,7%) e Roraima (-2,4%). Quanto à participação na composição da taxa do varejo, destacaram-se: São Paulo (5,3%), seguido por Santa Catarina (6,5%) e Rio Grande do Sul (7,3%). Considerando o comércio varejista ampliado, no confronto com agosto de 2017, a expansão foi de 6,9%, com 23 das 27 Unidades da Federação apresentando variações positivas, com destaque, em termos de volume de vendas, para Espírito Santo (15,8%), Paraíba (13,3%) e Mato Grosso (11,9%). Por outro lado, Amapá (-7,9%) e Rondônia (-7,7%) apresentaram taxas de variação negativas. Quanto à participação na composição da taxa do varejo ampliado, destacaram-se São Paulo (9,1%), Rio Grande do Sul (8,7%), seguido por Santa Catarina (10,1%).