08/06/2018 | Última Atualização: 08/06/2018 14:15:00

IPCA foi de 0,40% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de maio foi de 0,40% e ficou 0,18 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,22% registrada em abril. O acumulado no ano (1,33%) foi o menor para um mês de maio desde a implantação do Plano Real. O acumulado nos últimos 12 meses subiu para 2,86%, enquanto havia registrado 2,76% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2017, a taxa atingiu 0,31%. A publicação completa e o material de apoio do IPCA podem ser acessados à direita da página.

Período TAXA
Maio de 2018 0,40%
Abril de 2018 0,22%
Maio de 2017 0,31%
Acumulado no ano 1,33%
Acumulado nos 12 meses 2,86%

O IPCA de maio é o primeiro a incorporar em seu cálculo a nova metodologia de apropriação das variações dos itens mão de obra para pequenos reparos e empregado doméstico, além das três novas áreas: Rio Branco/AC, São Luís/MA e Aracaju/SE.

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, apenas Artigos de residência     (-0,06%) apresentou deflação em maio. Os demais, conforme pode ser observado na tabela abaixo, variaram entre o 0,06% de Educação e o 0,83% de Habitação.

IPCA - Variação e Impacto por Grupos - Mensal  
Grupo  Variação (%)  Impacto (p.p.) 
Abril Maio Abril Maio
Índice Geral 0,22 0,40 0,22 0,40
Alimentação e Bebidas 0,09 0,32 0,02 0,08
Habitação 0,17 0,83 0,03 0,13
Artigos de Residência 0,22 -0,06 0,01 0,00
Vestuário 0,62 0,58 0,04 0,03
Transportes 0,00 0,40 0,00 0,07
Saúde e Cuidados Pessoais 0,91 0,57 0,11 0,07
Despesas Pessoais 0,12 0,11 0,01 0,01
Educação 0,08 0,06 0,00 0,00
Comunicação -0,07 0,16 0,00 0,01
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços

O grupo Habitação apresentou a maior variação dentre os grupos de produtos e serviços pesquisados (0,83%) e deu a maior contribuição (0,13 p.p.) para o IPCA. O destaque foi a energia elétrica que, após a alta de 0,99% registrada em abril, subiu 3,53% em maio, correspondendo a 0,12 p.p. no índice do mês. Desde 1º de maio vigora a bandeira tarifária amarela, adicionando a cobrança de R$0,01 a cada kwh consumido. Além disso, as seguintes áreas pesquisadas sofreram reajuste nas tarifas:

Área Variação (%)  Reajuste A partir de...
Campo Grande 8,91 10,65 8/4
Porto Alegre 3,18 9,85 19/4
Salvador 18,45 16,95 22/4
Fortaleza 4,66 3,80 22/4
Aracaju 9,85 9,85 22/4
Recife 12,64 8,47 29/4
Belo Horizonte -1,70 18,53 28/5

Ainda no grupo Habitação, o item gás encanado variou 0,91% devido ao reajuste de 1,87% nas tarifas no Rio de Janeiro (1,70%) a partir de 1º de maio. Destaca-se também a taxa de água e esgoto (0,27%), devido aos reajustes de 2,78% nas tarifas no Recife (1,79%) desde 12 de maio e de 5,12% em Curitiba (2,06%), em vigor a partir de 17 de maio.

No grupo Habitação, o item mão de obra para pequenos reparos (-0,10%) passou a incorporar a variação apurada a partir das informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), assim como o item empregado doméstico (0,43%), do grupo Despesas pessoais (0,11%). Essas mudanças metodológicas foram divulgadas pelo IBGE em 12 de março, por meio das notas técnicas 02 e 03/2018.

O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,32% em maio com as áreas variando entre o -0,33% da região metropolitana de Fortaleza e o 0,81% de Campo Grande. Tanto os alimentos para consumo no domicílio (0,36%) quanto a alimentação fora (0,26%) apresentaram aceleração de preços em maio.

Na alimentação no domicílio, no lado das altas, os destaques ficam com a cebola (de 19,55% em abril para 32,36% em maio), a batata-inglesa (de -4,31% em abril para 17,51% em maio), as hortaliças (de 6,46% em abril para 4,15% em maio) e o leite longa vida (de 4,94% em abril para 2,65% em maio). No lado das quedas sobressaem o açúcar cristal (-3,32%), o café moído (-2,28%), as frutas (-2,08%) e as carnes (-0,38%).

Os maiores impactos individuais no índice de maio vieram do grupo dos Transportes (0,40%). De um lado, a gasolina com 3,34% de variação e 0,15 p.p. de impacto e, do outro, as passagens aéreas (-14,71% e -0,05 p.p.). Ainda nesta balança o óleo diesel apesentou alta de 6,16% e 0,01 p.p. de impacto, ante a alta de 1,84% de abril. Já o etanol que em abril registrou queda de 2,73% permaneceu na mesma trajetória com os preços, em média, 2,80% mais baratos e com -0,03 p.p. de impacto.

Nos demais grupos de produtos e serviços destaca-se, no Saúde e cuidados pessoais (0,57%), o plano de saúde (1,06%). Já nos Artigos de residência (-0,06%), o destaque foi o item Tv, som e informática (-1,55%).

Até abril de 2018, o Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor (SNIPC) abrangia as Regiões Metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, além de Brasília e dos municípios de Goiânia e Campo Grande. A partir de maio deste ano, conforme nota técnica 01/2018, o SNIPC passou a incorporar os municípios de Rio Branco/AC, São Luís/MA e Aracaju/SE. Com isto, os resultados regionais foram:

IPCA - Variação mensal, ano e 12 meses por região
Região Peso Regional (%) Variação (%) Variação Acumulada (%) 
Abril Maio Ano 12 meses 
Salvador 6,12 0,34 1,11 2,10 2,85
Campo Grande 1,51 0,73 1,02 1,71 2,59
São Luís 1,87 ... 0,89 0,89 0,89
Recife 4,20 0,33 0,75 1,07 2,02
Porto Alegre 8,40 0,40 0,75 2,04 3,20
Vitória 1,78 0,19 0,64 1,41 2,43
Goiânia 3,59 -0,18 0,53 0,48 3,86
Curitiba 7,79 0,08 0,44 0,98 2,99
Rio Branco 0,42 ... 0,40 0,40 0,40
Aracaju 0,79 ... 0,37 0,37 0,37
Fortaleza 2,91 0,28 0,34 1,20 1,71
Belém 4,23 0,35 0,28 1,31 1,64
Rio de Janeiro 12,06 0,30 0,28 1,86 2,81
São Paulo 30,67 0,10 0,19 1,02 3,31
Belo Horizonte 10,86 0,22 0,18 1,33 2,29
Brasília  2,80 0,40 0,15 0,61 2,90
Brasil 100,00 0,22 0,40 1,33 2,86
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços             

O maior índice ficou com a região metropolitana de Salvador (1,11%) em virtude da variação de 18,45% na energia elétrica, decorrente do reajuste de 16,95% nas tarifas, em vigor desde 22 de abril, aliado a aumento na alíquota de PIS/COFINS. O menor índice foi em Brasília (0,15%), motivado pela queda de 13,91% nas passagens aéreas.

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange 10 regiões metropolitanas, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 28 de abril a 29 de maio de 2018 com os preços vigentes entre 30 de março a 27 de abril de 2018.

INPC varia 0,43% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,43% em maio e ficou 0,22 p.p. acima da taxa de 0,21% de abril. O acumulado no ano registrou 1,12% seu menor nível em um mês de maio desde 2000 quando o acumulado foi de 0,83%. O acumulado dos últimos doze meses foi de 1,76%, ficando acima do 1,69% registrado nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2017, o INPC havia sido 0,36%.

Os produtos alimentícios tiveram alta de 0,29% em maio enquanto, no mês anterior, a alta havia sido de 0,11%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,49% enquanto, em abril, havia registrado 0,25%.

Entre os índices regionais, o maior índice foi em Campo Grande (1,12%) em virtude da alta de 8,90% na energia elétrica decorrente do reajuste de 10,65% nas tarifas, em vigor desde 08 de abril, aliado a aumento na alíquota de PIS/COFINS. O menor índice foi o de Belo Horizonte (0,13%) em razão da queda de 1,65% nas tarifas de energia elétrica dada a redução nas alíquotas de PIS/COFINS, apesar do reajuste de 18,53% nas tarifas a partir de 28 de maio. A tabela a seguir apresenta os resultados por região pesquisada.

INPC - Variação mensal, ano e 12 meses por região 
Região Peso Regional (%) Variação mensal (%) Variação Acumulada (%)
Abril Maio Ano 12 meses
Campo Grande 1,64 0,72 1,12 1,25 1,22
Salvador 8,75 0,34 0,98 1,59 2,03
Porto Alegre 7,38 0,46 0,84 2,03 2,70
São Luís 3,11 ... 0,81 0,81 0,81
Vitória 1,83 0,25 0,64 1,33 1,51
Recife 5,88 0,28 0,63 0,66 0,85
Curitiba 7,29 0,04 0,61 0,88 2,42
Goiânia 4,15 -0,27 0,57 0,15 3,02
Rio Branco 0,59 ... 0,44 0,44 0,44
Rio de Janeiro 9,51 0,29 0,29 1,80 1,02
São Paulo 24,24 0,04 0,24 0,86 2,27
Aracaju 1,29 ... 0,20 0,20 0,20
Brasília 1,88 0,37 0,18 0,61 1,61
Belém 6,44 0,31 0,15 1,22 1,01
Fortaleza 5,42 0,22 0,15 0,90 0,99
Belo Horizonte 10,60 0,26 0,13 0,94 1,06
Brasil 100,00 0,21 0,43 1,12 1,76
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços     

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Aracaju, Brasília, Campo Grande, Goiânia, Rio Branco e São Luís. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 28 de abril a 29 de maio de 2018 com os preços vigentes entre 30 de março a 27 de abril de 2018.