PAS 2015: setor de serviços gera receita de R$ 1,4 trilhão

22/09/2017 10h00 | Atualizado em 25/09/2017 12h37

Em 2015, o setor de serviços era composto por 1.286.621 empresas, que geraram R$ 1,4 trilhão de receita operacional liquida e R$ 856,0 bilhões de valor adicionado bruto. O setor empregava 12,7 milhões de pessoas, que receberam R$ 315,0 bilhões de salários, retiradas e outras remunerações.

O segmento Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio concentrou a maior parcela da receita operacional líquida (29,3%). Na análise por atividades, as empresas de telecomunicações foram as líderes na geração de receita (11,3%).

A média de ocupação do setor de serviços foi de 10 pessoas por empresa. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio concentrou as empresas de maior porte (média de 14 pessoas ocupadas por empresa).   Os segmentos atividades imobiliárias e serviços de manutenção e reparação registraram a menor média (quatro pessoas ocupadas por empresa).

O salário médio mensal ficou em R$ 1.911. As empresas do setor de informação e comunicação tiveram a média salarial mais alta (R$ 3.831) e os serviços prestados principalmente às famílias, a mais baixa (R$ 1 178). Os serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram a maior parcela do pessoal ocupado (40,0%) e de massa salarial (35,9%).

Essas são algumas das informações da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2015, que analisa a estrutura produtiva do setor de Serviços não financeiros no país. Veja a publicação completa aqui.

Em 2015, Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio concentrou a maior parcela da receita (29,3%)

O segmento Serviços de informação e comunicação, que respondia pela maior parcela da receita operacional líquida em 2007 (31,3%), caiu para a terceira posição em 2015 (22,8%). Os demais agrupamentos ganharam participação, com destaque para Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que passou da segunda posição em 2007 (28,7%) para a primeira em 2015 (29,3%), e Serviços profissionais, administrativos e complementares, que ocupava a terceira posição em 2007 (23,0%) e subiu para a segunda em 2015 (26,8%). Esses três agrupamentos juntos responderam por 78,9% da receita operacional líquida gerada nas empresas do setor de serviços em 2015, contra 83,0% em 2007.

Em termos de valor adicionado, os serviços profissionais, administrativos e complementares permaneceram como o principal segmento em 2015 (34,3%), com participação ampliada em relação a 2007 (30,3%). O segmento Transportes, serviços auxiliares aos transportes passou da terceira para a segunda posição, mas perdeu participação de 2007 (24,2%) para 2015 (24,0%). Os serviços de informação e comunicação, por sua vez, perderam participação, saindo de 27,2% (2007) para 19,3% (2015) e cairam da segunda para a terceira posição.

Serviços profissionais, administrativos e complementares concentraram 40% do pessoal ocupado e 35,9% da massa salarial, em 2015

Os serviços profissionais, administrativos e complementares continuaram concentrando a maior parcela do pessoal ocupado. Em 2015, 40,0% das pessoas ocupadas eram desse segmento, pouco menos que os 40,2% de 2007. Já os serviços prestados às famílias ganharam uma colocação em 2015, alcançando o segundo lugar em termos de ocupação de pessoal (22,6%), contra 21,0% em 2007. Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio perderam representação, passando da segunda posição em 2007 (21,3%) para a terceira em 2015 (20,5%).

Já em relação à massa salarial, o ordenamento dos segmentos não mudou nos dois momentos; os serviços profissionais, administrativos e complementares permaneceram com a maior participação e foi o único dos três principais que teve participação aumentada (35,9% em 2015 e 34,0% em 2007), na sequência vieram Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (25,2% em 2015 e 26,5% em 2007) e Serviços de informação e comunicação (16,4% em 2015 e 17,9% em 2007).

Salário médio do setor de serviços em 2015 foi de R$ 1.911

As empresas do setor diminuíram de porte em termos de pessoal ocupado: a média passou de 11 (2007) para 10 (2015) pessoas ocupadas por empresa. Em 2015, a atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi a que concentrou as empresas de maior porte, com 14 ocupados por empresa. Já as atividades imobiliárias e os serviços de manutenção e reparação registraram a menor média, ambas com quatro pessoas ocupadas por empresa.

Em 2015, o salário médio mensal situou-se em R$ 1.911. As empresas de informação e comunicação tiveram a média salarial mais alta (R$ 3.831) e os serviços prestados principalmente às famílias a mais baixa (R$ 1 178). Com exceção das atividades imobiliárias (R$ 1.588 em 2015 e R$ 1.694 em 2007) todos os demais segmentos alcançaram ganhos reais nesse indicador de 2007 para 2015.

O indicador de razão de concentração de ordem oito passou de 15,1% (2007) para 10,1% (2015), indicando que o setor de serviços se tornou menos concentrado, com as oito maiores empresas da PAS perdendo participação no total da receita operacional líquida do setor. Embora o segmento de informação e comunicação tenha sido o mais concentrado, nos dois momentos analisados (40,2% em 2015 e 46,1% em 2007), sua razão de concentração ficou na faixa entre 25% a 50%, característica de atividades pouco concentradas. Os demais registraram, em ambos os anos, razão de concentração inferior a 25%, portanto esses mercados são classificados como desconcentrados.

Tabela 1 - Média de pessoal ocupado por empresa, salário médio mensal e razão de
concentração de ordem 8, segundo os segmentos de serviços não financeiros - Brasil - 2015

Segmentos de serviços não financeiros Média de pessoal
ocupado por
empresa
Salário médio mensal
(em R$ de 2015) (1)
Razão de Concentração de Ordem 8 (%) (2)
2007 2015 2007 2015 2007 2015
             Total 11 10 1 657 1 911 15,1 10,1
Serviços prestados principalmente às famílias 7 7 972 1 178 10,3 8,0
Serviços de informação e comunicação 10 10 3 696 3 831 46,1 40,2
Serviços profissionais, administrativos e complementares 14 13 1 402 1 715 7,9 6,4
Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio 17 14 2 070 2 359 19,4 15,7
Atividades imobiliárias 6 4 1 694 1 588 10,0 6,9
Serviços de manutenção e reparação 4 4 1 135 1 299 13,2 11,5
Outras atividades de serviços 16 11 1 973 2 464 10,3 16,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio, Pesquisa Anual de Serviços 2015.  

Telecomunicações foi a atividade que mais gerou receita em 2015

Na análise por atividades, em 2015, as empresas de telecomunicações mantiveram o primeiro lugar na geração da receita operacional líquida do total da PAS, apesar de terem perdido participação de 2007 (18,9%) para 2015 (11,3%). Na sequência estão o transporte rodoviário de cargas (10,8%) e os serviços técnico-profissionais (10,7%), que em relação a 2007 inverteram as posições entre si. Os serviços de alimentação (7,7%) subiram da sexta para a quarta posição e a atividade de tecnologia da informação (7,2%) perdeu uma posição, passando a ocupar a quinta colocação.

Aluguéis não imobiliários e gestão de ativos intangíveis não financeiros (3,1%) passaram da 17ª para a décima posição. Compra, venda e aluguel de imóveis próprios (1,8%) também ganhou sete posições, passando da 23ª em 2007 para 16ª posição em 2015. Essas foram as atividades que mais ganharam participação no ranking da receita operacional líquida.

As duas atividades que mais perderam posição foram: o transporte aéreo, (2,5%) que ocupava a décima posição e passou para a 15ª; e a atividade de edição e edição integrada à impressão (1,3%), que caiu da 11ª colocação para a 22ª.

Ranking da receita operacional líquida do total da PAS, segundo as atividades dos segmentos de serviços
Brasil - 2007/2015
Atividades Ranking da receita operacional líquida
2007 2015
(%) Posição (%) Posição
Telecomunicações 18,9 1 11,3 1
Serviços técnico-profissionais 9,9 2 10,7 3
Transporte rodoviário de cargas 9,7 3 10,8 2
Tecnologia da informação 6,5 4 7,2 5
Transporte rodoviário de passageiros 5,6 5 4,6 7
Serviços de alimentação 5,5 6 7,7 4
Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes 5,4 7 6,2 6
Serviços audiovisuais 3,1 8 2,9 11
Serviços auxiliares financeiros, dos seguros e da previdência complementar 3,1 9 3,2 8
Transporte aéreo 2,8 10 2,5 15
Edição e edição integrada à impressão 2,7 11 1,3 22
Outros serviços prestados principalmente às empresas 2,5 12 3,1 9
Serviços de investigação, vigilância, segurança e transporte de valores 2,3 13 2,7 12
Serviços para edifícios e atividades paisagísticas 2,1 14 2,6 13
Seleção, agenciamento e locação de mão de obra 2,0 15 1,7 17
Correio e outras atividades de entrega 2,0 16 1,5 20
Aluguéis não imobiliários e gestão de ativos intangíveis não financeiros 2,0 17 3,1 10
Serviços de escritório e apoio administrativo 1,7 18 2,5 14
Serviços de alojamento 1,6 19 1,6 19
Esgoto, coleta, tratamento e disposição de resíduos e recuperação de materiais 1,3 20 1,6 18
Transporte aquaviário 1,3 21 1,4 21
Transporte ferroviário e metroferroviário 1,3 22 1,2 23
Compra, venda e aluguel de imóveis próprios 1,2 23 1,8 16
Manutenção e reparação de veículos automotores 0,8 24 1,0 25
Transporte dutoviário 0,7 25 1,2 24
Intermediação na compra, venda e aluguel de imóveis 0,7 26 0,8 28
Atividades culturais, recreativas e esportivas 0,6 27 0,7 29
Serviços pessoais 0,6 28 0,8 27
Agências de viagens, operadores turísticos e outros serviços de turismo 0,5 29 0,6 30
Atividades de ensino continuado 0,5 30 0,9 26
Manutenção e reparação de equipamentos de informática e comunicação 0,5 31 0,5 31
Serviços auxiliares da agricultura, pecuária e produção florestal 0,4 32 0,4 32
Manutenção e reparação de objetos pessoais e domésticos 0,3 33 0,2 33
Agências de notícias e outros serviços de informação 0,1 34 0,1 34
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio, Pesquisa Anual de Serviços: 2007/2015.    

Em 2015, Sudeste permaneceu como região líder do setor de Serviços

O Sudeste apresentou a maior concentração de empresas, de receita bruta de prestação de serviços, de salários, retiradas e outras remunerações e de pessoal ocupado. Tanto em 2007 quanto em 2015, essa foi a região responsável por mais de 50,0% do total das quatro variáveis analisadas.

Em 2015, 58,0% das empresas do setor de serviços se localizavam no Sudeste e 21,9% no Sul. Na comparação entre 2007 e 2015, o Sudeste perdeu participação, enquanto o Norte manteve-se estável e as demais regiões ganharam. O Sudeste também concentrava, em 2015, a geração de receita bruta de serviços (64,0%), mas, assim como o Norte perdeu representatividade em relação a 2007, enquanto as demais regiões tiveram suas participações ampliadas.

O Sudeste perdeu participação em salários, retiradas e outras remunerações de 2007 (67,5) para 2015 (64,1%), apesar de ter mantido a maior concentração de massa salarial. Já a participação do Nordeste nos salários foi a que mais aumentou: de 9,9% (2007) para 11,4% (2015).

Em relação ao pessoal ocupado, o Sudeste também foi destaque (57,4%), mesmo tendo perdido representação. Com exceção do Norte, que manteve o mesmo patamar, as demais regiões ganharam participação em postos de trabalho. O Nordeste teve o maior ganho percentual no total de pessoas ocupadas, passando de 13,2% (2007) para 15,2% (2015).