Setor de serviços tem queda de 0,8% em julho 13/09/2017

Editoria: Estatísticas Econômicas Produto: Pesquisa Mensal de Serviços

Em julho, o setor de serviços recuou 0,8% frente a junho (na série com ajuste sazonal), após ter crescido 1,3% em junho e 0,3% em maio.

Período

Volume

Receita nominal

Julho 2017 / Junho 2017

-0,8%

-0,1%

Julho 2017 / Julho 2016

-3,2%

1,9%

Acumulado em 2017

-4,0%

1,7%

Acumulado em 12 meses

-4,6%

0,7%

Na série sem ajuste sazonal, em relação a julho de 2017, o setor de Serviços teve queda de 3,2%, depois de recuar em junho (-3,0%) e maio (-1,9%). A taxa acumulada no ano está em -4,0% e a dos 12 meses, em -4,6%.

Ainda na série com ajuste sazonal, o segmento de Serviços prestados às famílias foi o único a crescer (0,9%). Os demais recuaram: Outros Serviços (-2,8%); Serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,0%); Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-0,9%) e Serviços de informação e comunicação (-0,8%). Já as Atividades turísticas recuaram 2,1% em relação a junho.

A receita nominal em julho, na série com ajuste sazonal, ficou praticamente estável (-0,1%). Na comparação com julho de 2016 (série sem ajuste sazonal), a variação foi de 1,9%. A taxa acumulada no ano ficou em 1,7% e a dos 12 meses, em 0,7%. A publicação completa da Pesquisa Mensal de Serviços pode ser acessada aqui.

TABELA 1 - INDICADORES DE VOLUME DE SERVIÇOS, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES
BRASIL - JULHO 2017
ATIVIDADES TAXA DE VARIAÇÃO DE VOLUME  (%) 
MÊS/MÊS ANTERIOR
COM AJUSTE SAZONAL
MÊS/IGUAL MÊS DO
ANO ANTERIOR
ACUMULADO
MAI JUN JUL MAI JUN JUL NO ANO 12 MESES
BRASIL   0,3  1,3 - 0,8 - 1,9 - 3,0 - 3,2 - 4,0 - 4,6
1 - Serviços prestados às famílias  0,8  1,1  0,9  1,6  4,2  1,5 - 1,5 - 2,9
1.1 - Serviços de alojamento e alimentação  0,8  0,8  1,4  2,2  5,5  3,5 - 0,7 - 2,5
1.2 - Outros serviços prestados às famílias - 0,2  3,2 - 2,5 - 1,6 - 3,0 - 9,3 - 6,3 - 5,2
2 - Serviços de informação e comunicação - 0,3 - 0,1 - 0,8 - 2,8 - 2,8 - 4,1 - 2,0 - 2,6
2.1 - Serviços TIC - 0,4  0,1 - 1,0 - 0,9 - 0,5 - 2,4 - 0,5 - 1,2
2.11 - Telecomunicações - 0,3 - 2,1 - 0,5 - 0,5 - 5,5 - 4,9 - 2,1 - 2,6
2.12 - Serviços de tecnologia da informação  0,3  3,4  0,8 - 3,6  7,9  3,1  2,5  2,0
2.2- Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias - 1,1  0,0  0,5  - 12,8  - 14,6  - 13,2  - 9,5  - 9,7 
3 - Serviços profissionais, administrativos e complementares 3,3  0,6  - 2,0  - 5,3  - 6,6  - 7,8  - 8,5  - 6,7 
3.1 - Serviços técnico-profissionais  1,9  0,1 - 2,2 - 10,6 - 14,4 - 13,5 - 15,7 - 14,6
3.2 - Serviços administrativos e complementares 2,1  - 0,2  - 0,9  - 2,3  - 2,8  - 4,6  - 4,8  - 3,3 
4 - Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio 0,0  1,0  - 0,9  4,3  2,1  3,0  - 0,2  - 4,2 
4.1 - Transporte terrestre - 0,1  2,0 - 2,0  3,3  0,6  0,5 - 2,0 - 6,1
4.2 - Transporte aquaviário  1,9  2,2 - 1,2  16,3  22,2  23,9  9,6 - 3,3
4.3 - Transporte aéreo - 3,3  7,9 - 3,8 - 17,5 - 25,7 - 18,1 - 17,9 - 12,0
4.4 - Armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio  2,1 2,4  0,2  10,0  9,6  10,3  6,0  0,7 
5 - Outros serviços  7,0  0,5 - 2,8 - 6,2 - 9,1 - 11,6 - 10,3 - 6,7
6 - Atividades turísticas - 2,5  4,9 - 2,1 - 4,7 - 5,2 - 5,0 - 6,2 - 5,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio     

Composição da taxa global

Em termos de composição da taxa global (-3,2 pontos percentuais), as contribuições positivas foram dos Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (0,8 p.p.) e dos Serviços prestados às famílias (0,1 p.p.). As contribuições negativas foram dos Serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,9 p.p.); Serviços de informação e comunicação (-1,4 p.p.) e Outros serviços (-0,8 p.p.).

Entre as atividades, apenas dois segmentos tiveram alta

Em relação a julho de 2016 (sem ajuste sazonal), apresentaram crescimento os segmentos de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (3,0%) e de Serviços prestados às famílias (1,5%). Outros serviços (-11,6%); Serviços profissionais, administrativos e complementares (-7,8%) e Serviços de informação e comunicação (-4,1%) tiveram queda. O agregado especial das Atividades turísticas recuou 5,0% frente a julho de 2016.

Rondônia, Mato Grosso do Sul e Amazonas são os estados que mais cresceram

Os resultados regionais do setor de serviços em julho (com ajuste sazonal), em relação a junho, apresentaram alta em Rondônia (2,0%), Mato Grosso do Sul (0,8%), Amazonas (0,8%), Goiás (0,7%) e Rio Grande do Norte (0,7%). As retrações foram observadas em Mato Grosso (-7,0%), Espírito Santo (-6,0%) e Tocantins (-5,3%).

Na série sem ajuste sazonal, na comparação com julho de 2016, Paraná (7,1%), Amazonas (5,6%) e Mato Grosso (5,3%) registraram alta, enquanto Roraima (-17,0%), Tocantins
(-14,7%), Distrito Federal (14,7%) e Maranhão (-11,6%) tiveram queda.

Atividades turísticas: Goiás, Ceará e Santa Catarina têm as maiores altas

No âmbito regional (com ajuste sazonal), as Atividades turísticas tiveram crescimento em Goiás (4,2%), Ceará (3,8%), Santa Catarina (3,3%), Pernambuco (2,1%), São Paulo (0,6%) e Paraná (0,3%). Retrações desse segmento ocorreram no Distrito Federal (-3,6%), Espírito Santo (-3,5%), Rio de Janeiro (-3,1%), Bahia (-2,0%), Minas Gerais (-1,6%) e Rio Grande do Sul (-1,3%). 

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as variações positivas foram Goiás (13,8%), Pernambuco (12,2%), Santa Catarina (7,3%), Ceará (6,3%), Paraná (5,3%) e Bahia (0,1%). As quedas foram no Rio de Janeiro (-22,2%), Distrito Federal (-22,2%), Espírito Santo (-7,5%), Rio Grande do Sul (-6,7%), São Paulo (-3,0%) e Minas Gerais (-1,0%).