Emprego industrial varia -0,4% em novembro

28/01/2016 09h11 | Última Atualização: 07/08/2017 09h26

 

Em novembro de 2015, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria caiu 0,4% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, 11ª taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 7,3% nesse período. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral recuou 0,6% no trimestre encerrado em novembro de 2015 frente ao mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2013. O emprego industrial também mostrou queda de 7,2% no índice mensal de novembro de 2015, 50º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto. No acumulado para os 11 meses de 2015, o total do pessoal ocupado na indústria assinalou recuo de 6,0%, ritmo de queda mais acentuado do que o observado no primeiro semestre do ano (-5,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 5,9% em novembro de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%). A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

Indicadores Conjunturais da Indústria
Brasil - Novembro de 2015
Variáveis Variação (%)
Novembro 2015/
Outubro2015*
Novembro 2015/
Novembro2014
Acumulado
Janeiro-Novembro
Acumulado nos
Últimos 12 Meses
Pessoal Ocupado Assalariado
-0,4
-7,2
-6,0
-5,9
Número de Horas Pagas
-0,2
-7,7
-6,6
-6,5
Folha de Pagamento Real
-2,2
-10,6
-7,5
-7,1

*Série com Ajuste Sazonal
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

No confronto com igual mês do ano anterior, o emprego industrial recuou 7,2% em novembro de 2015, com o contingente de trabalhadores apontando redução em 17 dos 18 ramos pesquisados. As principais pressões negativas vieram de meios de transporte (-14,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,8%), máquinas e equipamentos (-10,0%), borracha e plástico (-12,5%), produtos de metal (-11,7%), vestuário (-9,0%), minerais não-metálicos (-9,4%), outros produtos da indústria de transformação (-11,0%), produtos têxteis (-9,2%), metalurgia básica (-9,1%), calçados e couro (-5,1%), papel e gráfica (-3,6%), indústrias extrativas (-5,1%) e madeira (-5,6%). O único resultado positivo foi assinalado por refino de petróleo e produção de álcool (0,7%).

No índice acumulado nos 11 meses do ano, o emprego industrial mostrou queda de 6,0%, com taxas negativas nos 18 setores investigados. As contribuições negativas mais relevantes sobre vieram de meios de transporte (-11,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,7%), produtos de metal (-10,7%), máquinas e equipamentos (-8,0%), alimentos e bebidas (-2,2%), outros produtos da indústria de transformação (-9,6%), vestuário (-6,0%), calçados e couro (-6,9%), borracha e plástico (-5,0%), metalurgia básica (-7,3%), minerais não-metálicos (-4,3%), produtos têxteis (-5,3%), papel e gráfica (-3,5%) e indústrias extrativas (-4,7%).

Número de horas pagas varia -0,2% em novembro

Em novembro de 2015, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, recuou 0,2% frente ao mês imediatamente anterior, nona taxa negativa consecutiva, acumulando perda de 7,3% nesse período. Com isso, o índice de média móvel trimestral caiu 0,6% no trimestre encerrado em novembro de 2015 frente ao mês anterior e manteve a trajetória descendente iniciada em maio de 2013.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou redução de 7,7% em novembro de 2015, 30ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. Observa-se um perfil disseminado de queda, já que todos os 18 ramos pesquisados apontaram redução. As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-15,0%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-15,7%), borracha e plástico (-13,6%), produtos de metal (-12,0%), máquinas e equipamentos (-9,5%), vestuário (-9,4%), outros produtos da indústria de transformação (-12,0%), minerais não-metálicos (-9,9%), produtos têxteis (-9,2%), metalurgia básica (-11,5%), papel e gráfica (-5,0%), calçados e couro (-4,9%), indústrias extrativas (-5,7%) e alimentos e bebidas (-0,6%).

No índice acumulado de janeiro a novembro de 2015, houve recuo de 6,6%, o que intensificou o ritmo de queda frente ao fechamento do primeiro semestre do ano (-5,8%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. Neste indicador, os 18 setores pesquisados apontaram redução. Os impactos negativos mais relevantes ocorreram em meios de transporte (-12,3%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-13,2%), produtos de metal (-11,0%), máquinas e equipamentos (-8,6%), alimentos e bebidas (-2,5%), outros produtos da indústria de transformação (-10,3%), calçados e couro (-8,7%), borracha e plástico (-6,7%), vestuário (-5,8%), metalurgia básica (-9,6%), minerais não-metálicos (-5,6%), papel e gráfica (-4,5%), produtos têxteis (-5,0%), refino de petróleo e produção de álcool (-7,7%), indústrias extrativas (-4,4%) e madeira (-5,8%).

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao passar de -6,4% em outubro para -6,5% em novembro, assinalou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Valor da folha de pagamento real cai 2,2% em novembro

Em novembro de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente recuou 2,2% frente ao mês imediatamente anterior, quinto resultado negativo consecutivo, acumulando redução de 7,4% nesse período. No índice desse mês, verifica-se a influência negativa tanto da indústria de transformação (-1,6%), que permaneceu com taxas negativas pelo 11º mês seguido, como do setor extrativo (-0,4%). Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral assinalou recuo de 1,6% no trimestre encerrado em novembro de 2015 frente ao patamar do mês anterior e prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em fevereiro último.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 10,6%, 18ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde o inicio da série histórica. Os resultados foram negativos nos 18 ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-20,9%), máquinas e equipamentos (-11,6%), produtos de metal (-16,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-14,8%), metalurgia básica (-12,9%), indústrias extrativas (-10,1%), alimentos e bebidas (-3,3%), papel e gráfica (-9,1%), borracha e plástico (-10,3%), minerais não-metálicos (-11,3%), outros produtos da indústria de transformação (-13,3%), produtos têxteis (-12,4%), refino de petróleo e produção de álcool (-9,9%), calçados e couro (-9,4%), produtos químicos (-2,4%) e vestuário (-3,4%).

No índice acumulado para os 11 meses de 2015, o valor da folha de pagamento real da indústria assinalou redução de 7,5%, ritmo de queda mais elevado do que o observado no primeiro semestre do ano (-6,2%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. As taxas foram negativas nas 18 atividades pesquisadas. As principais pressões ocorreram pelas quedas vindas de meios de transporte (-12,9%), máquinas e equipamentos (-7,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,5%), produtos de metal (-11,9%), alimentos e bebidas (-3,6%), metalurgia básica (-10,8%), indústrias extrativas (-7,4%), borracha e plástico (-7,1%), outros produtos da indústria de transformação (-9,9%), papel e gráfica (-4,5%), calçados e couro (-9,6%), minerais não-metálicos (-4,9%), produtos têxteis (-6,7%), refino de petróleo e produção de álcool (-6,7%) e produtos químicos (-1,8%).

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, ao mostrar redução de 7,1% em novembro de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde o início da série histórica e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).

 

Comunicação Social
22 de janeiro de 2016