21/05/2015 | Última Atualização: 07/08/2017 09:25:43

Em abril, desocupação foi de 6,4%

 

Indicador / período Abril de 2015 Março de 2015 Abril de 2014
Taxa de desocupação
6,4%
6,2%
4,9%
Rendimento real habitual
R$ 2.138,50
R$ 2.148,71
R$ 2.208,08
Valor do rendimento em relação a
-0,5%
-2,9%

A taxa de desocupação em abril de 2015 foi estimada em 6,4% para o conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas, ficando estável frente a março (6,2%). No confronto com abril de 2014, a taxa ficou 1,5 ponto percentual maior (passou de 4,9% para 6,4%). A população desocupada (1,6 milhão de pessoas) não apresentou variação frente a março. Em relação a abril de 2014, o quadro foi de elevação (32,7%, mais 384 mil pessoas). A população ocupada foi estimada em 22,8 milhões para o conjunto das seis regiões, refletindo estabilidade nas análises mensal e anual. O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (11,5 milhões) ficou estável na comparação mensal. Em relação a abril de 2014, apresentou retração de 1,9% (219 mil pessoas). O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.138,50. Este resultado foi 0,5% menor que o registrado em março (R$ 2.148,71) e 2,9% inferior ao obtido em abril de 2014 (R$ 2.202,08). A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em R$ 49,3 bilhões em abril de 2015, registrando queda de 0,5% em relação a março. Na comparação anual, esta estimativa caiu 3,8%. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 49,7 bilhões), estimada em março de 2015, caiu 1,5% frente a fevereiro e 3,9% na comparação com março de 2014. A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na páginawww.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/.


Taxa de desocupação (%)

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Mensal de Emprego.

Regionalmente, a análise mensal mostrou que a taxa de desocupação não variou frente a março em nenhuma das regiões. Na comparação com abril de 2014, a taxa em Salvador passou de 9,1% para 11,3% (+2,2 pp); em Belo Horizonte de 3,6% para 5,5% (+1,9 pp); em Porto Alegre de 3,2% para 5,0% (+1,8 pp); no Rio de Janeiro de 3,5% para 5,2% (+1,7 pp); em Recife de 6,3% para 7,8% (+1,5 pp) e em São Paulo de 5,2% para 6,3% (+1,1 pp).


Taxa de desocupação (%)

Mês/ano Total Rec Sal BH RJ SP PoA
abr/04
13,1
14,3
16,6
11,4
10,7
14,5
10,7
abr/05
10,8
13,0
17,0
9,5
8,6
11,4
8,0
abr/06
10,4
16,5
13,4
9,1
8,4
10,7
8,3
abr/07
10,2
12,1
14,2
8,1
7,5
11,6
7,9
abr/08
8,5
9,3
11,9
6,9
7,1
9,4
6,7
abr/09
8,9
10,6
12,4
6,8
6,8
10,2
6,2
abr/10
7,3
9,1
11,2
5,8
5,9
7,7
5,4
abr/11
6,4
7,5
10,2
5,3
4,8
7,1
4,6
abr/12
6,0
5,6
8,3
5,0
5,6
6,5
4,7
abr/13
5,8
6,4
7,7
4,2
4,8
6,7
4,0
abr/14
4,9
6,3
9,1
3,6
3,5
5,2
3,2
mar/15
6,2
8,1
12,0
4,7
4,8
6,0
5,1
abr/15
6,4
7,8
11,3
5,5
5,2
6,3
5,0

O contingente de desocupados foi estimado em 1,6 milhão de pessoas no agregado das seis regiões investigadas, não variando frente a março. Em relação a abril de 2014, o quadro foi de elevação (32,7%, mais 384 mil pessoas). Na análise regional, o contingente de desocupados em relação a março último ficou estável. No confronto com abril do ano passado, a desocupação aumentou da seguinte forma: Porto Alegre (61,6%); Belo Horizonte (51,1%); Rio de Janeiro (49,5%); Salvador (27,4%); Recife (26,1%) e São Paulo (22,8%).

Nível da ocupação fica estável em 52,2%

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em 52,2% em abril de 2015 para o total das seis regiões investigadas, não variando frente a março último. No confronto com abril de 2014, esse indicador caiu 0,8 ponto percentual. Regionalmente, na comparação mensal, não se observou nenhuma variação significativa. No confronto com abril de 2014 houve queda em duas regiões: Belo Horizonte e Rio de Janeiro (1,8 e 1,1 ponto percentual, respectivamente).

Na comparação anual, rendimento real caiu em todas as regiões

Regionalmente, frente a março, o rendimento caiu em Recife (-4,9%); Rio de Janeiro (-1,4%); Salvador (-1,0%) e Belo Horizonte (-0,5%). Ficou estável em Porto Alegre e subiu 0,6% em São Paulo. Frente a abril de 2014, o rendimento caiu em todas as regiões: Salvador (-5,5%); Belo Horizonte (-4,1%); Recife e Rio de Janeiro (-2,7% em ambas); São Paulo (-2,6%) e Porto Alegre (-1,9%).

Na classificação por grupamentos de atividade, para o total das seis regiões, a maior queda no rendimento médio real habitualmente recebido, tanto na comparação mensal (-4,0%) quanto na comparação anual (-7,5%), foi na Construção. Em ambas as comparações, houve queda na maior parte dos grupamentos investigados.


Rendimento médio real habitualmente recebido

Grupamentos de atividade
Abr/14
Mar/15
Abr/15
% mensal
% anual
População ocupada
2.202,08
2.148,71
2.138,50
-0,5
-2,9
Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água
2.245,62
2.179,22
2.195,60
0,8
-2,2
Construção
2.024,33
1.950,41
1.871,70
-4,0
-7,5
Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis
1.804,66
1.707,21
1.670,50
-2,2
-7,4
Serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira
2.769,10
2.667,82
2.659,50
-0,3
-4,0
Educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social
2.909,50
2.943,94
2.928,70
-0,5
0,7
Serviços domésticos
     
938,82
     
934,34
     
926,10
-0,9
-1,4
Outros serviços (alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais)
1.890,77
1.875,92
1.884,50
0,5
-0,3

Já na classificação por categorias de posição na ocupação, a maior queda no rendimento médio real habitualmente recebido na comparação com março de 2015 se deu entre os empregados sem carteira no setor privado (-4,2%), mas as perdas também ocorreram nas demais categorias, exceto militares e funcionários públicos (0,4%). Em relação a abril de 2014, houve quedas entre os empregados sem carteira no setor privado (-3,0%), pessoas que traalham por conta própria (-2,8) e empregados com carteira no setor privado (-2,6%).


Rendimento médio real habitualmente recebido

Categorias de Posição na Ocupação
Abr/14
Mar/15
Abr/15
% Mensal
% Anual
Empregados com carteira no setor privado
2.002,83
1.972,66
1.951,70
-1,1
-2,6
Empregados sem carteira no setor privado
1.551,01
1.570,32
1.504,00
-4,2
-3,0
Militares e funcionários públicos
3.634,73
3.635,98
3.650,30
0,4
0,4
Pessoas que trabalharam por conta própria
1.899,35
1.880,96
1.847,10
-1,8
-2,8

 

Comunicação Social
21 de maio de 2015