Em fevereiro, taxa de desocupação foi de 5,6%

A taxa de desocupação em fevereiro de 2013 foi estimada em 5,6% para o conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas.

28/03/2013 06h01 | Atualizado em 28/03/2013 06h01

A taxa de desocupação em fevereiro de 2013 foi estimada em 5,6% para o conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas. Estatisticamente, a taxa foi considerada estável tanto em relação a janeiro (5,4%) quanto frente a fevereiro do ano passado (5,7%).
A população desocupada em fevereiro de 2013 (1,4 milhão de pessoas no agregado das seis regiões investigadas) mostrou estabilidade tanto na comparação mensal quanto na anual.
A população ocupada em fevereiro de 2013 (23,0 milhões) teve queda frente a janeiro (-0,7%) e cresceu 1,6% em relação a fevereiro do ano passado, representando mais 362 mil ocupados em 12 meses. O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado (11,5 milhões) ficou estável em relação a janeiro passado e cresceu 2,3% em relação a fevereiro de 2012, ou mais 254 mil postos de trabalho com carteira assinada em um ano.

Em fevereiro de 2013, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.849,50) teve alta de 1,2% frente a janeiro e de 2,4% na comparação com fevereiro de 2012. A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 42,8 bilhões em fevereiro de 2013) mostrou-se estável frente a janeiro último e cresceu 4,2% em relação a fevereiro de 2012.
A massa de rendimento médio real efetivo dos ocupados (R$ 42,6 bilhões em janeiro de 2013) reduziu-se (-21,9%) frente a dezembro e cresceu 4,4% em relação a janeiro de 2012.

A Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Sua publicação completa pode ser acessada em:
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/.

No mês, a taxa de desocupação ficou estável nas seis regiões metropolitanas investigadas

Regionalmente, na análise mensal, a taxa de desocupação não assinalou variação em nenhuma das regiões investigadas. No confronto com fevereiro de 2012, a taxa subiu em Recife (de 5,1% para 6,5%), caiu em Salvador (de 7,8% para 6,2%) e no Rio de Janeiro (de 5,7% para 4,6%), e não variou nas demais regiões.

O contingente de desocupados em fevereiro de 2013 foi estimado em 1,4 milhão de pessoas no agregado das seis regiões investigadas, refletindo estabilidade tanto na comparação mensal (janeiro de 2013) quanto na anual (fevereiro de 2012).

Regionalmente, não houve variação no contingente de desocupados frente a janeiro último. Em relação a fevereiro de 2012, houve quedas nas Regiões Metropolitanas de Salvador e do Rio de Janeiro (19,3% e 19,0%, respectivamente) e alta em Recife (28,2%).

Nível de ocupação caiu 0,4 ponto percentual no mês e manteve-se estável nos 12 meses

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em fevereiro de 2013 em 54,0% para o total das seis regiões investigadas, registrando queda de 0,4 ponto percentual frente a janeiro último. No confronto com fevereiro do ano passado esse indicador não registrou movimentação significativa.

Regionalmente, na comparação mensal, ocorreu queda em Recife (1,5 ponto percentual) e em Belo Horizonte (0,7 ponto percentual), com estabilidade nas demais regiões. Em relação a fevereiro de 2012, a Região Metropolitana de Belo Horizonte registrou retração de 1,2 ponto percentual (de 57,3% para 56,1%) e as demais regiões não se alteraram.

Quanto à população ocupada, regionalmente, a análise mostrou variação mensal significativa apenas em Recife (queda de 3,2% ou menos 51 mil pessoas ocupadas de janeiro para fevereiro). Na comparação com fevereiro do ano passado, houve variação somente em São Paulo (2,5%, ou mais 236 mil pessoas ocupadas).

Nos grupamentos de atividade, para o conjunto das seis regiões, a população ocupada teve variação mensal apenas no Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis, com queda de 3,2% (menos 141 mil pessoas). Em 12 meses, dois grupamentos tiveram crescimento: Educação, saúde, administração pública (4,8%) e Outros serviços (4,4%). Houve queda em Serviços domésticos (-8,7%) e estabilidade nos demais.

No mês, o rendimento real habitual subiu em quatro das seis regiões pesquisadas

Regionalmente, na comparação com janeiro deste ano, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores aumentou nas Regiões Metropolitanas de Recife (1,6%), Rio de Janeiro (1,7%), São Paulo (1,3%), Porto Alegre (2,2%), ficou estável em Belo Horizonte e declinou em Salvador (-1,2%). Já em relação a fevereiro do ano passado houve altas em Recife e em Belo Horizonte (ambas, 7,4%), Porto Alegre (7,3%) São Paulo (2,8%) e no Rio de Janeiro (0,8%). Apenas em Salvador foi verificada queda no rendimento (-9,8%).

Na tabela abaixo, os valores e as variações do rendimento real habitual segundo os grupamentos de atividade investigados pela Pesquisa Mensal de Emprego do IBGE:

Como mostra a tabela abaixo, na comparação mensal, duas das quatro categorias de ocupação tiveram altas no rendimento: empregados com carteira (0,9%) e empregados sem carteira (3,6%). Já em relação a fevereiro do ano passado, três categorias mostraram altas: empregados com carteira (1,2%), empregados sem carteira (4,5%) e militares e funcionários públicos (4,1%).