Em março, desocupação foi de 6,2%

A taxa de desocupação foi estimada em 6,2%, registrando alta de 0,5 ponto percentual frente a fevereiro de 2012 (5,7%)...

26/04/2012 06h01 | Atualizado em 26/04/2012 06h01

A taxa de desocupação foi estimada em 6,2%, registrando alta de 0,5 ponto percentual frente a fevereiro de 2012 (5,7%). Em comparação com março de 2011 (6,5%) a taxa ficou estável. A população desocupada (1,5 milhão de pessoas) cresceu 8,8% no confronto com fevereiro (mais 122 mil pessoas procurando trabalho). Frente a março do ano passado, a estimativa permaneceu estável. A população ocupada (22,6 milhões) permaneceu estável na comparação com fevereiro. No confronto com março de 2011, ocorreu aumento de 1,6% nessa estimativa (mais 367 mil ocupados). O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,1 milhões) não registrou variação na comparação com fevereiro. Na comparação anual, houve uma elevação de 3,7%, representando um adicional de 394 mil postos de trabalho com carteira assinada.

O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.728,40, o valor mais alto para o mês de março desde março de 2002) apresentou alta de 1,6% na comparação com fevereiro de 2012 e de 5,6% frente a março do ano passado. A massa de rendimento real habitual (R$ 39,4 bilhões) cresceu 2,0% em relação a fevereiro e 7,0% em relação a março de 2011. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 38,9 bilhões), estimada em fevereiro de 2012, subiu 1,2% no mês e 6,2% no ano.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/.

Desocupação cresceu na região metropolitana do RJ frente a março de 2011

A taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa, que é formada pelos contingentes de ocupados e desocupados) foi estimada em 6,2% para o conjunto das seis regiões metropolitanas. Regionalmente, na análise mensal, a taxa de desocupação variou significativamente nas regiões metropolitanas de Recife (passou de 5,1% para 6,2%) e de Porto Alegre (passou de 4,1% para 5,2%). No confronto com março de 2011, verificou-se declínio nas regiões metropolitanas de Salvador e de Recife (2,4 e 1,4 pontos percentuais, respectivamente). Na região metropolitana do Rio de Janeiro, esta estimativa subiu 1,0 ponto percentual e manteve-se estável nas demais regiões.

Na análise mensal, o contingente de desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado) cresceu nas regiões metropolitanas de Porto Alegre (29,6%) e de Recife (21,7%) e ficou estável nas demais regiões pesquisadas. No confronto com março do ano passado, verificou-se queda no número de desocupados na região metropolitana de Salvador (21,9%) e Recife (16,4%). Foi observada elevação nessa estimativa na região metropolitana do Rio de Janeiro (22,8%). Nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre o quadro foi de estabilidade.

Nível da ocupação fica em 53,6%

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa), estimado em 53,6% no total das seis regiões, permaneceu estável nas comparações com fevereiro de 2012 e março de 2011. Regionalmente, na comparação mensal, todas as regiões metropolitanas mantiveram-se estáveis. Frente a março de 2011, na região metropolitana de Belo Horizonte, esse indicador subiu 1,3 ponto percentual.

Analisando o contingente de ocupados, segundo os grupamentos de atividade econômica, de fevereiro para março de 2012, foi observada variação positiva no grupamento da Indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (mais 108 mil pessoas, 3,0%). No confronto com março do ano passado, ocorreu variação positiva de 3,6% na Educação, saúde e administração pública (mais 125 mil pessoas) e declínio de 5,9% nos Serviços domésticos (menos 94 mil pessoas).

Na comparação mensal, rendimento médio cresce em quatro das seis regiões

Na análise regional, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.728,40 no conjunto das seis regiões) subiu frente a fevereiro em Belo Horizonte (4,7%), São Paulo (2,2%), Porto Alegre (2,2%) e Recife (1,2%) e apresentou redução de 0,5% em Salvador. Na região metropolitana do Rio de Janeiro o quadro foi de estabilidade. Na comparação com março do ano passado, o rendimento cresceu em todas as regiões.

Na classificação por grupamentos de atividade, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em relação a março de 2011 foi de 9,7%, referente a Outros serviços:

Já na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido, em comparação com março de 2011, foi para as pessoas que trabalham por conta própria (7,1%):