Em janeiro, desocupação foi de 5,5%

A taxa de desocupação foi estimada em 5,5%, a menor para o mês de janeiro desde o início da série (março de 2002)...

17/02/2012 07h01 | Atualizado em 17/02/2012 07h01

A taxa de desocupação foi estimada em 5,5%, a menor para o mês de janeiro desde o início da série (março de 2002), e registrou alta de 0,8 ponto percentual frente a dezembro de 2011 (4,7%). Em comparação com janeiro do ano passado (6,1%), recuou -0,6 ponto percentual. A população desocupada (1,3 milhão de pessoas) cresceu 15,9% no confronto com dezembro (mais 180 mil pessoas procurando trabalho). Frente a janeiro do ano passado, recuou -7,7% (menos 110 mil). A população ocupada (22,5 milhões) declinou -1,0% em comparação a dezembro (menos 220 mil ocupados). No confronto com janeiro de 2011, ocorreu aumento de 2,0% nessa estimativa (mais 433 mil ocupados). O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado (11,1 milhões) não registrou variação na comparação com dezembro. Na comparação anual, houve uma elevação de 6,3%, representando um adicional de 664 mil postos de trabalho com carteira assinada.

O rendimento médio real habitual dos ocupados (R$ 1.672,20, o valor mais alto para o mês de janeiro desde março de 2002) apresentou alta de 0,7% na comparação mensal e de 2,7% frente a janeiro do ano passado. A massa de rendimento real habitual (R$ 37,9 bilhões) caiu -0,5% em relação a dezembro e cresceu 3,6% em relação a janeiro de 2011. A massa de rendimento real efetivo dos ocupados (R$ 47,2 bilhões), estimada em dezembro de 2011, subiu 14,8% no mês e 3,9% no ano.

A Pesquisa Mensal de Emprego é realizada nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/trabalhoerendimento/pme_nova/.

Desocupação cai em três regiões metropolitanas frente a janeiro de 2011

A taxa de desocupação (proporção de pessoas desocupadas em relação à população economicamente ativa, que é formada pelos contingentes de ocupados e desocupados) foi estimada em 5,5% para o conjunto das seis regiões metropolitanas. Regionalmente, na análise mensal, a taxa de desocupação registrou variação significativa em Recife (de 4,7% para 5,7%), Belo Horizonte (de 3,8% para 4,5%), Rio de Janeiro (de 4,9% para 5,6%), São Paulo (de 4,7% para 5,5%) e Porto Alegre (de 3,1% para 3,9%). Na região metropolitana de Salvador não ocorreu variação significativa. Frente a janeiro de 2011, a taxa caiu em Salvador (-2,4 pontos percentuais), em Recife (-1,4 ponto percentual) e em Belo Horizonte (-0,8 ponto percentual) e nas demais registrou estabilidade:

Na análise mensal, o contingente de desocupados (pessoas sem trabalho que estão tentando se inserir no mercado) aumentou em Porto Alegre (24,8%), Recife (22,1%), Belo Horizonte (20,5%), São Paulo (16,5%) e no Rio de Janeiro (13,9%). Ficou estável apenas em Salvador. No confronto com janeiro de 2011, verificou-se queda expressiva no número de desocupados na região metropolitana de Salvador (-24,9%) e em Recife (-16,9%) e nas demais regiões não ocorreram variações significativas.

Nível da ocupação fica em 53,5%

O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa), estimado em 53,5% no total das seis regiões, caiu -0,5 ponto percentual frente a dezembro último e não variou significativamente em relação a janeiro do ano passado. Regionalmente, na comparação mensal, a maioria das regiões metropolitanas mantiveram resultados estáveis. Nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e de São Paulo, o indicador caiu -1,1 e -0,8 ponto percentual, respectivamente. Frente a janeiro de 2011, ocorreu variação positiva em Recife e em Belo Horizonte (1,9 e 1,2 ponto percentual, nesta ordem).

A análise da ocupação segundo os grupamentos de atividade mostrou que, de dezembro para janeiro, ocorreu variação apenas nos Serviços domésticos, queda de -4,2%. No confronto com janeiro do ano passado, ocorreram variações na Construção (alta de8,8%, equivalente a 142 mil pessoas), e nos Serviços prestados a empresas, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira (alta de 6,9%, equivalente a 238 mil pessoas).

Na comparação anual, rendimento médio aumenta em quatro das seis regiões

Na análise regional, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores (R$ 1.672,20 no conjunto das seis regiões) subiu frente a dezembro em Recife (7,3%), Salvador (3,0%), Belo Horizonte (1,7%) e Porto Alegre (4,0%). Caiu no Rio de Janeiro (-1,6%) e manteve-se estável em São Paulo. Na comparação com janeiro de 2011, o rendimento cresceu em Recife (2,5%), Salvador (16,6%), Belo Horizonte (6,4%) e São Paulo (2,2%). Ficou estável no Rio de Janeiro e em Porto Alegre:

Na classificação por grupamentos de atividade, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em relação a janeiro de 2011 foi de 13,8%, referente à Construção:

Já na classificação por categorias de posição na ocupação, o maior aumento no rendimento médio real habitualmente recebido em comparação com janeiro do último ano foi para os Militares e funcionários públicos (6,0%):