IBGE divulga nova Análise dos Dados da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS

O IBGE divulga hoje o relatório Análise dos Dados da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS – 2001 a 2005.

Editoria: Geociências

21/09/2011 09h01 | Última Atualização: 21/03/2018 15h49

O IBGE divulga hoje o relatório Análise dos Dados da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS – 2001 a 2005. A RBMC, Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS(Sistemas de Navegação Global por Satélites, como o norte-americano GPS – Sistema de Posicionamento Global, e o russo GLONASS), é composta de estações cujas informações permitem calcular as coordenadas (latitude, longitude e altitude elipsoidal, esta última referente ao modelo geométrico que representa a forma da Terra) mais precisas do país, podendo fornecer a qualquer usuário localizações com precisão de milímetros. Pode ser utilizada tanto para apoiar o projeto, construção e monitoramento de grandes obras de engenharia, como estradas, pontes e barragens, quanto na demarcação de terras indígenas, quilombolas e áreas de proteção ambiental, entre outros, além de auxiliar no monitoramento de veículos.

Na publicação estão disponíveis indicadores e análises que permitem avaliar a qualidade dos dados e verificar o desempenho do funcionamento das estações existentes no período de 2001 a 2005. Tendo em vista o grande número de aplicações em que a RBMC é empregada, torna-se importante fornecer tais informações de forma que seja possível aos seus usuários avaliar o funcionamento da rede e empregar tais informações no planejamento de suas atividades. O relatório pode ser acessado na página ftp://geoftp.ibge.gov.br/metodos_e_outros_documentos_de_referencia/outros_documentos_técnicos/rbmc/todos os arquivos.

Em 1996, o IBGE iniciou a implantação e operação da RBMC, a primeira deste tipo na América do Sul, com a instalação das estações de Curitiba (PR) e Presidente Prudente (SP), e a integração das estações de Fortaleza (CE) e Brasília (DF). As estações da RBMC recebem os sinais de satélites artificiais com alta precisão, ajudando, através da interconexão com redes de outros países e continentes, a melhorar a qualidade dos sistemas envolvidos (sistemas de referência, sistemas de satélites, sistemas de usuários, entre outros). A RBMC contava com 24 estações instaladas e duas em fase de integração no final do ano 2005. Atualmente são 85 estações instaladas, seis em fase de conclusão de instalação e testes e duas em fase de projeto e instalação.

As informações coletadas diariamente pela RBMC permitem o cálculo das coordenadas de diversos pontos do território nacional. No caso de terremotos, como os ocorridos no ano passado no Chile e em março deste ano no Japão, por exemplo, foi possível detectar deslocamentos de até três metros através de estações similares espalhadas nestes países e seus vizinhos. A RBMC é ainda o elo entre o Sistema Geodésico Brasileiro (SGB) e redes internacionais similares. Com a crescente utilização das técnicas de posicionamento baseadas nos Sistemas de Navegação Global por Satélites, seu papel é cada vez mais relevante na definição da ocupação do solo.

Os dados e relatórios de todas as estações podem ser acessados pela página www.ibge.gov.br/home/geociencias/download/tela_inicial.php?tipo=8 e no servidor de FTP ftp://geoftp.ibge.gov.br/RBMC/. Estes dados são organizados em arquivos de observações diárias, sempre referentes ao dia imediatamente anterior. É possível ainda receber informações seguindo o twitter @IBGE_RBMC.