19/06/2015 | Última Atualização: 07/06/2017 10:09:10

Emprego na Indústria cai 0,9% em abril

 

Em abril de 2015, o total do pessoal ocupado assalariado na indústria mostrou queda de 0,9% frente ao patamar do mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, quarto resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 2,1%. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral apontou variação negativa de 0,6%, no trimestre encerrado em abril de 2015 frente ao patamar assinalado no mês anterior, e manteve a trajetória descendente iniciada em abril de 2013. Na comparação comigual mês do ano anterior, o emprego industrial mostrou queda de 5,4%, em abril de 2015, quadragésimo terceiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde setembro de 2009 (-6,1%). No índice acumulado para o primeiro quadrimestre de 2015, o total do pessoal ocupado na indústria assinalou recuo de 4,8%, ritmo de queda mais acentuado do que o observado no último quadrimestre de 2014 (-4,3%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. O índice acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 4,1% em abril de 2015, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página:www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimes/

Indicadores Conjunturais da Indústria
Brasil - Abril de 2015


Variáveis Variação (%)
Abril 2015/ Março 2015*
Abril 2015/ Abril de 2014
Acumulado Janeiro-Abril
Acumulado nos Últimos 12 Meses
Pessoal Ocupado Assalariado
-0,9
-5,4
-4,8
-4,1
Número de Horas Pagas
-1,1
-6,0
-5,4
-4,8
Folha de Pagamento Real
-0,9
-5,3
-5,0
-3,3

*Série com Ajuste Sazonal
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

O emprego industrial recuou 5,4% em abril de 2015, frente a abril de 2014, com o contingente de trabalhadores apontando redução nos dezoito ramos pesquisados, com destaque para as pressões negativas vindas de meios de transporte (-10,5%), produtos de metal (-10,8%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,4%), alimentos e bebidas (-2,7%), máquinas e equipamentos (-6,8%), outros produtos da indústria de transformação (-8,7%), calçados e couro (-7,9%), vestuário (-5,4%), metalurgia básica (-6,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-7,2%), indústrias extrativas (-5,3%), minerais não-metálicos (-2,5%), papel e gráfica (-2,6%) e produtos têxteis (-2,5%).

No índice acumulado do primeiro quadrimestre do ano, o emprego industrial mostrou queda de 4,8%, com taxas negativas nos dezoito setores investigados. As contribuições negativas mais relevantes sobre a média nacional vieram de meios de transporte (-9,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-12,0%), produtos de metal (-9,7%), máquinas e equipamentos (-5,5%), alimentos e bebidas (-1,8%), outros produtos da indústria de transformação (-8,4%), calçados e couro (-7,4%), vestuário (-4,5%), metalurgia básica (-6,3%), papel e gráfica (-3,1%), refino de petróleo e produção de álcool (-6,8%), indústrias extrativas (-4,3%) e produtos têxteis (-2,6%).

Número de horas pagas cai 1,1% em abril

Em abril de 2015, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, apontou recuo de 1,1% frente ao mês imediatamente anterior, segundo resultado negativo consecutivo, acumulando nesse período perda de 1,5%. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral mostrou redução de 0,5%, no trimestre encerrado em abril de 2015, frente ao patamar assinalado no mês anterior, e manteve a trajetória descendente iniciada em maio de 2013.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria mostrou redução de 6,0%, em abril de 2015, vigésima terceira taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde setembro de 2009 (-6,1%). No índice acumulado no primeiro quadrimestre de 2015, o número de horas pagas na indústria recuou 5,4%, acentuando a magnitude de queda observada no último quadrimestre de 2014 (-5,0%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao passar de -4,6%, em março, para -4,8%, em abril, manteve a trajetória descendente iniciada em setembro de 2013 (-1,0%).

Em abril de 2015, o número de horas pagas recuou 6,0% no confronto com igual mês do ano anterior, com perfil disseminado de queda, já que os dezoito ramos pesquisados apontaram redução. As principais influências negativas vieram de meios de transporte (-11,5%), alimentos e bebidas (-3,3%), produtos de metal (-11,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-11,2%), máquinas e equipamentos (-7,5%), calçados e couro (-11,6%), outros produtos da indústria de transformação (-8,8%), vestuário (-5,5%), metalurgia básica (-7,3%), refino de petróleo e produção de álcool (-9,9%), minerais não-metálicos (-3,8%), papel e gráfica (-3,7%) e indústrias extrativas (-4,6%).

No índice acumulado no primeiro quadrimestre de 2015, houve recuo de 5,4% no número de horas pagas, com os dezoito setores pesquisados apontando redução. Os impactos negativos mais relevantes na média global da indústria foram verificados nos ramos de meios de transporte (-9,7%), produtos de metal (-10,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,3%), alimentos e bebidas (-2,5%), máquinas e equipamentos (-6,6%), outros produtos da indústria de transformação (-9,3%), calçados e couro (-9,6%), vestuário (-4,6%), metalurgia básica (-8,0%), papel e gráfica (-4,3%), minerais não-metálicos (-3,5%), refino de petróleo e produção de álcool (-8,5%) e indústrias extrativas (-3,8%).

Em síntese, o total do pessoal ocupado assalariado e o número de horas pagas na indústria permaneceram com o comportamento de menor intensidade, com o primeiro apontando o quarto resultado negativo consecutivo; e o segundo acentuando a queda verificada no mês anterior. Vale destacar que esses resultados refletem, especialmente, a diminuição de ritmo que marca a produção industrial desde o último trimestre de 2013, com redução de 10,3% desde outubro de 2013. Nesse mesmo período, o total do pessoal ocupado e do número de horas pagas também mostraram perdas: de -6,4% e de -6,9%, respectivamente. A evolução do índice de média móvel trimestral reforça esse quadro de menor intensidade do mercado de trabalho do setor industrial, já que esse indicador prosseguiu, nas duas variáveis, com o desempenho predominantemente negativo desde o fim do primeiro semestre de 2013.

Os sinais de menor dinamismo também ficaram evidentes no confronto do último quadrimestre de 2014 com o resultado do primeiro quadrimestre de 2015, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, em que tanto o pessoal ocupado assalariado (de -4,3% para -4,8%) como o número de horas pagas na indústria (de -5,0% para -5,4%) permaneceram com o comportamento negativo, acompanhando o movimento de queda observado na produção industrial, que passou de -3,5%, no terceiro quadrimestre de 2014, para -6,3%, no índice acumulado nos quatro primeiros meses de 2015.

Folha de pagamento real recua 5,0% no primeiro quadrimestre

Em abril de 2015, o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria ajustado sazonalmente mostrou recuo de 0,9%, frente ao mês imediatamente anterior, após mostrar quedas, em janeiro (-0,7%) e fevereiro (-0,6%), e ligeira variação positiva de 0,1%, em março. Vale destacar que nesse mês verifica-se a influência negativa tanto do setor extrativo (-3,5%), após avançar 11,9% no mês anterior, como da indústria de transformação (-0,7%), que permaneceu apontando recuo pelo quarto mês seguido. Com esses resultados, o índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou recuo de 0,5% no trimestre encerrado em abril de 2015 frente ao patamar do mês anterior, após registrar variação negativa de 0,4% em março último.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real recuou 5,3%, em abril de 2015, décima primeira taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto. No índice acumulado no primeiro quadrimestre de 2015, o valor da folha de pagamento real na indústria recuou 5,0% e acentuou o ritmo de queda verificado no último quadrimestre de 2014 (-3,8%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao mostrar redução de 3,3% em abril de 2015, apontou o resultado negativo mais intenso desde dezembro de 2003 (-4,2%) e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em janeiro de 2014 (1,6%).

Na comparação com igual mês do ano anterior, o valor da folha de pagamento real mostrou queda de 5,3%, em abril de 2015, com resultados negativos em quinze dos dezoito ramos investigados, com destaque para meios de transporte (-11,1%), máquinas e equipamentos (-5,4%), produtos de metal (-9,8%), alimentos e bebidas (-3,1%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,3%), metalurgia básica (-8,9%), indústrias extrativas (-5,6%), calçados e couro (-12,0%), outros produtos da indústria de transformação (-5,9%), refino de petróleo e produção de álcool (-6,2%) e produtos têxteis (-4,5%). Por outro lado, o setor de borracha e plástico, com crescimento de 1,6%, assinalou a principal influência positiva nesse mês.

No índice acumulado no primeiro quadrimestre de 2015, o valor da folha de pagamento real assinalou redução de 5,0%, com taxas negativas nas dezoito atividades pesquisadas, pressionado, principalmente, pelas quedas vindas de meios de transporte (-9,4%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,4%), produtos de metal (-10,3%), máquinas e equipamentos (-3,7%), metalurgia básica (-7,5%), indústrias extrativas (-5,0%), alimentos e bebidas (-1,7%), calçados e couro (-9,6%), outros produtos da indústria de transformação (-7,0%), borracha e plástico (-2,6%) e papel e gráfica (-1,8%).

 

Comunicação Social
19 de junho de 2015