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Relações internacionais

Em 2025, inserção internacional do IBGE buscou aprimorar processos e métodos da produção estatística e geocientífica

Editoria: IBGE | Sheila Machado

16/01/2026 13h29 | Atualizado em 21/01/2026 15h14

Andrea Diniz apresentou trabalho sobre indicadores ambientais e de mudanças climáticas no 65º Congresso Mundial de Estatística, em Haia - Foto: Acervo IBGE

O ano de 2025 foi de muito trabalho e responsabilidades para a área de Relações Internacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dentre as atividades realizadas no período, o destaque fica com a presidência do Brasil no BRICS e no MERCOSUL, que deu ao IBGE a responsabilidade de presidir o Grupo de Chefes de Institutos de Estatística do BRICS e a Reunião Especializada de Estatística do MERCOSUL, ocasiões em que foram aprovadas propostas de criação de secretaria e grupos de trabalho para aprimorar os processos e métodos de trabalho na produção estatística e geocientífica. Outro importante desafio foi a organização do Triplo Fórum Internacional da Governança do Sul Global, que reuniu representantes dos institutos nacionais de estatística de países do BRICS, do MERCOSUL e de comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), com os quais o IBGE colabora ativamente.

“No cenário internacional, em 2025, o IBGE atuou em quatro frentes: participação em fóruns de estatística e geociências, cooperação técnica, atendimento de demandas de organismos internacionais e outros parceiros, e organização de eventos internacionais”, resume Andrea Diniz, chefe de Relações Internacionais do IBGE, acrescentando que o IBGE participou presencialmente de 57 eventos internacionais e 122 grupos de trabalho, em organismos internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Banco Mundial, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU (CEPAL). “O IBGE já é referência na adoção das melhores práticas na produção estatística, mas ampliamos a presença em fóruns sobre modernização das estatísticas oficiais, uso de novas fontes de dados e integração entre informação estatística e geoespacial”, avalia Andrea.

De acordo com a chefe de RI do IBGE, a inserção internacional do Instituto incluiu participação e, em alguns casos, liderança em grupos para o “aprimoramento do acompanhamento de cada um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU e 13 grupos da Conferência Estatística das Américas, ocupando posição de destaque no Grupo de Especialistas da ONU sobre a Integração de Informação Estatística e Geoespacial - Co-Presidência, no Comitê Regional - UN-GGIM: Américas - Vice-presidência; Grupo para Diagnóstico marco amostral para pesquisas Agrícolas da CEA/CEPAL – Coordenação, na Comissão de Cartografia do IPGH – Presidência, no Grupo de Chefes de INE do BRICS – Secretaria, na Reunião Especializada de Estatística do MERCOSUL – Secretaria, no Centro de Referência na África para Coleta Eletrônica de Dados – Comitê Técnico e Comitê Gestor e na Divisão dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) do Grupo de Especialistas da ONU em Nomes Geográficos – Presidência”.

"O crescimento da presença do IBGE no exterior mostra que a produção estatística e geocientífica brasileira ganha cada vez mais relevância, credibilidade e voz no cenário internacional”, destaca o presidente do IBGE, Marcio Pochmann.

O Triplo Fórum Internacional contou com lideranças locais e dos institutos de estatísticas dos BRICS - Foto: Dennis Moraes/Ascom Seplag

Outra atividade constante do IBGE é colaborar com organismos internacionais e institutos nacionais de estatística por meio de revisão de documentos técnicos e respostas a consultas internacionais e de seus pares. Em 2025, o IBGE respondeu à 40 consultas e revisou e comentou 104 documentos, na sua maioria vindos do Sistema ONU, e de outros parceiros internacionais. Além do fornecimento de dados brutos, este conjunto de atividades incluiu consultas estratégicas sobre novas metodologias, como o inquérito "Beyond GDP" (Além do PIB) e revisões sobre a classificação de comércio internacional. “Ao responder prontamente a essas 40 requisições, que envolveram também parceiros como o INE Chile e a OIT, o IBGE assegurou a soberania da informação nacional, evitando que estimativas externas substituam os dados oficiais produzidos no país”, ressaltou a chefe do RI.

O IBGE também participou de missões técnicas e acadêmicas com acordos firmados com institutos nacionais de estatística, organismos internacionais, universidades e centros de pesquisa em diferentes regiões do mundo. Foram 16 visitas técnicas e as assinaturas de seis acordos de cooperação técnica, em adição à execução de sete acordos assinados em anos anteriores, nas modalidades memorando de entendimento, protocolo de intenções, convênio e acordo de cooperação técnica. “Além das visitas técnicas realizadas e recebidas, há estágios, observações de censo e capacitações em campo, que fortalecem capacidades institucionais, permitem ajustar métodos a contextos diversos e aprofundam a cooperação Sul–Sul bilateral e multilateral. São ações que, em conjunto, consolidam o IBGE como referência técnica global e ampliam sua contribuição para sistemas estatísticos mais robustos, integrados e orientados às agendas internacionais de desenvolvimento, sobretudo do Sul Global”, avalia Andrea.

IBGE e Agência Central de Estatísticas da Indonésia (BPS) assinaram acordo de cooperação na Indonésia - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Como forma de ampliar o alcance das trocas com as comunidades estatística e geocientífica, de caráter técnico e acadêmico, o IBGE organizou o Triplo Fórum Internacional de Governança Global, que reuniu mais de 5 mil pessoas de forma presencial e cerca de 15 mil conectados via internet, para discutir novos indicadores e temas estratégicos para o desenvolvimento e a sustentabilidade na era digital. A iniciativa se soma a encontros do BRICS, do MERCOSUL, mesas em eventos nacionais e internacionais, oficinas e webinários que, por sua modalidade remota, permitem a participação de público variado, totalizando 24 eventos internacionais organizados ao longo do ano.

“O trabalho de inserção internacional do IBGE é constante. Nossas ações reforçam o compromisso institucional com a cooperação global, a transparência metodológica e o alinhamento às melhores práticas internacionais em produção e disseminação de informações”, finaliza Andrea.