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90 anos

Seminário “Meu Estado, Meu Brasil, Nosso IBGE” é realizado em Sergipe e comemora os 90 anos do IBGE

Editoria: IBGE | Sabrina Pirrho

17/06/2026 16h05 | Atualizado em 17/06/2026 16h05

Como parte das comemorações dos 90 anos do IBGE, a Superintendência Estadual de Sergipe realizou nesta quarta-feira (17) o seminário “Meu Sergipe, Meu Brasil, Nosso IBGE”. O evento busca fortalecer o diálogo com instituições públicas, privadas e a sociedade civil, destacando a importância das informações estatísticas e geocientíficas para o planejamento e o desenvolvimento do país.

O superintendente Fábio de Albuquerque Pinto destacou o momento histórico para o IBGE. “São 90 anos de uma instituição que tem que olhar para o futuro. O IBGE precisa se fortalecer cada vez mais e voltar a ser protagonista. Olhando nossa história vamos conseguir ver como nosso trabalho foi e é importante para a construção do nosso país através dos nossos dados e nossas pesquisas”.

Os seminários temáticos estaduais contemplam nove áreas temáticas, que refletem a diversidade e a complexidade das atividades desenvolvidas pelo Instituto ao longo de sua história: Administrativo; Coleta; Disseminação; Geociências; Parcerias; Pesquisas; Superintendências Estaduais e Agências; Tecnologia e Treinamento e Formação. O seminário terá como produto uma publicação do IBGE de Sergipe contendo artigos dos palestrantes.

O tema Superintendência e Agências foi abordado pelas servidoras Maria Hosana Mendonça e Adriane Almeida do Sacramento. As duas contaram sobre a história da superintendência do estado. “O relacionamento com a sociedade local era muito satisfatório, facilitando a divulgação das pesquisas junto aos informantes”, pontuou Hosana. “Nossos colegas de agências de coleta são os responsáveis pelas pesquisas do IBGE e pelos resultados do nosso trabalho”, complementou Adriane.

A servidora falou também sobre o tema Administrativo. Adriane destacou a importância dos funcionários temporários. “Os censitários têm que ser lembrados. A gente não teria resultados se não fossem os nossos temporários”. Adriane também falou sobre o trabalho da área de Recursos Humanos em época de censo. “Nós tínhamos 81 efetivos. Hoje temos aproximadamente 40, além dos temporários, que somam cerca de 200 pessoas. Na época do censo, nos transformamos em três mil e o RH é o mesmo. A gente continua com a mesma estrutura e a gente consegue da mesma forma. É a época de maior desafio”.

Sobre o tema Geociências, o chefe da seção de Bases Territoriais, Nelson Wellausen, relembrou os mapas municipais criados pelo IBGE em 1938, dois anos depois da fundação do instituto. “Foi o primeiro produto com os mapas de todos os municípios do Brasil. Foi elaborado dentro do conhecimento técnico que existia na época resgatando as referências de hidrografia, relevo, fazendas, propriedades. Todos os municípios de Sergipe daquele período foram representados nesses mapas. Por sorte, foram mantidos em microfilme e a gente tem até hoje. A maioria dos municípios hoje usa esse mesmo referencial”.

Confira imagens do evento realizado na SES. - Foto: SDI SES
Confira imagens do evento realizado na SES. - Foto: SDI SES
Confira imagens do evento realizado na SES. - Foto: SDI SES

A representante de Capacitação da SES/SE, Rosinadja Morato, abordou o tema Treinamento e Formação e relembrou como era feita a capacitação no passado. “Eram manuais e cartilhas disseminados por todo o país, que eram feitos com uma programação totalmente organizada para que todas as pessoas conseguissem receber exatamente o mesmo conteúdo no tempo necessário. Era um trabalho de guerrilha preparado pelo pessoal da Capacitação do Rio de Janeiro, organizar todo o material impresso, distribuir e as unidades locais receberem a tempo do pessoal ir para campo. Atualmente algumas mudanças significativas foram realizadas. O IBGE sempre acompanhou a modernização e temos uma evolução com metodologias ativas”, explicou.

A Disseminação de Informações foi o tema tratado pelo ex-servidor Vinicius Rocha, que esteve por quase 19 anos no IBGE, e contou sobre o trabalho no setor. “A disseminação de informações só é bem feita quando se conhece o processo de produção da informação”, destacou.

O servidor Mario Jorge Andrade abordou Coleta e Pesquisas e relembrou da época quando os questionários eram feitos no papel. “As preocupações com a qualidade da coleta talvez fossem até maiores do que hoje, porque atualmente a máquina confere e diz o que está ruim e antes era no olho”.

Logo em seguida, Elvis Vitoriano da Silva, desde 2006 no IBGE, falou sobre o uso da tecnologia ao longo dos anos. Já o tema sobre as Parcerias ficou com a servidora Adriana Sacramento e com Hellie Mansur.

A programação completa dos 90 anos do IBGE pode ser acompanhada no portal comemorativo: IBGE 90 anos

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