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PMS

Volume de serviços fica estável em novembro, segundo mês sem crescimento

Editoria: Estatísticas Econômicas | Vinícius Britto

12/01/2023 09h00 | Atualizado em 12/01/2023 11h21

Setor de tecnologia da informação recua 4,1%, a maior queda desde dezembro de 2021 - Foto: Pixabay 

O setor de serviços ficou estável (0,0%) na passagem de outubro para novembro, segundo mês seguido sem crescimento. Dessa forma, o setor ficou 10,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, mas está 0,5% abaixo do recorde alcançado em setembro de 2022. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada hoje (12) pelo IBGE.

“O resultado de novembro pode ser lido como uma perda de fôlego frente aos avanços registrados nos meses anteriores. Vale lembrar que de março a setembro o índice acumulou um crescimento de 5,8%. Ainda é cedo para falarmos se estamos diante de um ponto de inflexão da trajetória. De todo modo, é importante notar que os principais pilares que vinham mostrando dinamismo e ajudando o índice a chegar em sua máxima histórica, os setores de tecnologia da informação e transporte de cargas, tiveram uma desaceleração em seu crescimento”, destaca o analista da pesquisa, Luiz Almeida.

Três das cinco atividades investigadas recuaram no mês de novembro, com destaque para serviços de informação e comunicação, que registrou queda de 0,7% e eliminou parte do ganho acumulado no período julho-outubro (5,1%).

“A queda observada em novembro na atividade foi puxada principalmente por uma acomodação do setor de tecnologia da informação, que teve queda de 4,1%, também precedida de quatro meses de altas consecutivas que acumularam 19,4% de crescimento. Por outro lado, vemos um bom resultado do setor de serviços audiovisuais, de edição e agência de notícias, que mostrou avanço de 8% no mês após uma queda de 3,5% em outubro, puxado, principalmente, pelos serviços audiovisuais”, esclarece Almeida.

O segundo impacto negativo no índice de novembro veio dos outros serviços, com queda de 2,2%, eliminando boa parte do avanço de 2,8% registrado em outubro. Já o terceiro impacto foi dos serviços prestados às famílias, com queda de 0,8%, segundo resultado negativo seguido e perda acumulada de 2,1%.

“As principais influências negativas do setor de outros serviços vieram das atividades de pós-colheita e serviços financeiros auxiliares. Já para os serviços prestados às famílias, os setores que mais contribuíram para a queda foram restaurante e hotéis. Cabe notar que o setor ainda é o único que se encontra abaixo do período pré-pandemia, estando 6,7% abaixo do patamar de fevereiro de 2020”, diz o pesquisador.

Por outro lado, transportes, com variação de 0,3%, exerceu a principal contribuição positiva do mês, interrompendo duas quedas consecutivas, período em que havia acumulado perda de 2,0%. Já o setor de serviços profissionais, administrativos e complementares variou 0,2%, mostrando ligeiro acréscimo após ter recuado 0,9% em outubro.

“Quando observamos a divisão por modal, os transportes aéreos, com alta de 3,4%, e os aquaviários, com 3,3% de expansão, puxaram a alta do setor. O primeiro vem de uma base fraca devido à queda acentuada de 10,1% no mês anterior, puxado pelo aumento expressivo no preço das passagens. Já o setor aquaviário tem seu crescimento explicado em parte, pela exportação de produtos agrícolas. O transporte terrestre, por sua vez, mostra ligeira variação negativa de 0,1% em novembro e acumula queda de 1,7% nos últimos três meses”, pontua o analista da pesquisa.

Na comparação com novembro de 2021, o volume de serviços avançou 6,3%, registrando a vigésima primeira taxa positiva seguida e crescendo em todas as cinco atividades de divulgação, com destaque para os serviços auxiliares aos transportes e correio.

Em termos acumulados, de janeiro a novembro de 2022, a taxa ficou em 8,5%. Já o acumulado nos últimos 12 meses perdeu dinamismo, ao passar de 9,0% em outubro para 8,7% em novembro de 2022. O resultado desse mês é o menos intenso desde outubro de 2021, quando apresentou taxa de 8,1%.

Regionalmente, 19 das 27 unidades da federação tiveram retração no volume de serviços entre outubro e novembro de 2022. Entre os locais que apontaram taxas negativas nesse mês, o impacto mais importante veio de São Paulo (-0,5%), seguido por Mato Grosso (-7,9%), Distrito Federal (-4,0%), Amazonas (-6,7%) e Minas Gerais (-1,0%). Em contrapartida, o Rio de Janeiro (2,2%) exerceu a principal contribuição positiva do mês, seguido por Paraná e Rio Grande do Sul, ambos com avanço de 1,7%.

Atividades turísticas variam -0,1% em novembro

O índice de atividades turísticas decresceu 0,1% frente a outubro, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou perda de 2,7%. Com isso, o segmento de turismo ainda se encontra 2,5% abaixo do patamar de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 9,6% abaixo do ponto mais alto da série, alcançado em fevereiro de 2014.

Regionalmente, seis dos 12 locais pesquisados acompanharam este movimento de queda. A influência negativa mais relevante ficou com Pernambuco (-7,9%), seguido por Bahia (-2,4%) e Santa Catarina (-2,9%). Em sentido oposto, Rio Grande do Sul (7,4%), São Paulo (0,7%) e Paraná (5,3%) assinalaram os principais avanços em termos regionais.

Mais sobre a PMS

A PMS produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da Federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra.