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Sinapi

Com segunda maior taxa desde 2014, custos da construção civil sobem 10,90% em 2022

Editoria: Estatísticas Econômicas | Vinícius Britto

10/01/2023 09h00 | Atualizado em 10/01/2023 09h26


Mesmo com menor taxa do ano em dezembro, custos da construção civil subiram 10,90% em 2022 - Foto: Simone Mello/Agência IBGE Notícias

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado hoje (10) pelo IBGE, fechou 2022 com alta de 10,90%, segunda maior taxa desde 2014 na série com desoneração, caindo 7,75 pontos percentuais em relação a 2021 (18,65%). Em dezembro, a taxa apresentou variação de 0,08%, ficando 0,07 ponto percentual abaixo da taxa do mês anterior (0,15%), mantendo a tendência de desaceleração no ano e registrando o menor índice de 2022.

“É importante observar que mesmo com a variação em dezembro bem menor que a captada em meses anteriores, o acumulado em 2022 ficou abaixo apenas do que foi captado em 2021, com taxa de 18,65%, e pouco acima de 2020, com 10,16%. Portanto, mesmo com quedas recorrentes desde julho, o acumulado no ano ainda tem influência das altas captadas no momento atípico de pandemia”, avalia o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira.

O Sinapi mede o custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, que passou para R$ 1.679,25 em dezembro, sendo R$ 1.001,20 relativos aos materiais e R$ 678,05 à mão de obra. Em novembro, o custo havia sido de R$ 1.677,96.

A parcela dos materiais seguiu a estabilidade dos últimos dois meses (0,01% em novembro e 0,04% em outubro) e apresentou variação de 0,07% em dezembro. Considerando o índice de dezembro de 2021, houve queda de 0,69 ponto percentual. Já a parcela de mão de obra, com apenas um reajuste observado, registrou taxa de 0,08%, a menor do ano, caindo 0,27 ponto percentual frente a novembro (0,35%).

O acumulado no ano para 2022 foi de 10,02% nos materiais, enquanto a parcela do custo com mão de obra atingiu 12,18%. Em 2021, a parcela dos materiais fechou em 28,12% e a mão de obra, em 6,78%.

“As variações na parcela dos materiais, nos últimos meses de 2022, apresentaram taxas mais próximas às captadas em anos anteriores à pandemia, enquanto 2020, 2021 e os primeiros meses de 2022 sofreram mais fortemente o impacto desta situação. Já para a parcela da mão de obra, em 2022, acordos coletivos passaram a repor os salários das categorias profissionais do segmento da construção civil, que tiveram poucos ganhos nos anos da pandemia. Além disso, o aumento da inflação, base para a reposição dos salários nos dissídios, acabou influenciando nos valores acordados”, analisa Oliveira.

A região Norte, com alta em 6 dos seus 7 estados, apresentou a maior variação regional em dezembro (0,67%). Nas demais regiões, os resultados foram: -0,04% (Nordeste), -0,09% (Sudeste), 0,32% (Sul) e 0,21% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.697,69 (Norte); R$ 1.560,52 (Nordeste); R$ 1.735,03 (Sudeste); R$ 1.761,89 (Sul) e R$ 1.722,72 (Centro-Oeste). Piauí registrou a maior taxa para o último mês do ano, 2,64%. No acumulado do ano, Mato Grosso foi o estado com maior taxa, 20,52%, registrando também a maior taxa no acumulado da parcela dos materiais, 22,39%.

Mais sobre o SINAPI

O SINAPI, uma produção conjunta do IBGE e da Caixa Econômica Federal, tem por objetivo a produção de séries mensais de custos e dies para o setor habitacional, e de séries mensais de salários medianos de mão de obra e preços medianos de materiais, máquinas e equipamentos e serviços da construção para os setores de saneamento básico, infraestrutura e habitação.

As estatísticas do SINAPI são fundamentais na programação de investimentos, sobretudo para o setor público. Os preços e custos auxiliam na elaboração, análise e avaliação de orçamentos, enquanto os índices possibilitam a atualização dos valores das despesas nos contratos e orçamentos. Acesse os dados no Sidra.