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Censo 2022

Conheça parceiros do IBGE na realização do Censo

Editoria: IBGE | Alerrandre Barros

02/05/2022 10h00 | Atualizado em 02/05/2022 12h45

Eduardo Rios Neto, presidente do IBGE, e Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) após assinatura de parceria para o Censo 2022 - Foto: Marck Castro/Agência CNM

A três meses para início de uma das maiores operações censitárias do mundo, o IBGE segue firmando parcerias com instituições públicas e privadas para visitar mais de 70 milhões de domicílios brasileiros, e fazer cumprir a principal função do Censo Demográfico: contar a população em todo território nacional, a partir de 1º de agosto.

Diversos acordos já foram estabelecidos para a montagem dos postos de coleta, cessão de mobiliário, apoio logístico e de divulgação, sem custo adicional, para a operação que vai mobilizar o país inteiro.

Principal fonte de referência sobre as condições de vida da população, o Censo 2022 revelará as características dos domicílios, identificação étnico-racial, nupcialidade, núcleo familiar, fecundidade, religião ou culto, deficiência, migração interna ou internacional, educação, deslocamento para estudo, trabalho e rendimento, deslocamento para trabalho, mortalidade e autismo. Conheça as parcerias firmadas recentemente para a operação:

CNM

No último dia 26 abril, o presidente do IBGE, Eduardo Rio Neto, firmou um convênio com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), visando à troca de informações entre as duas instituições para a realização do Censo. O acordo foi realizado durante a XXIII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília. O evento contou com a participação de mais de 3 mil prefeitos de todo o país.

No encontro, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou a parceria de longa data com o Instituto e enfatizou a importância dos dados fornecidos na divisão dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios, uma transferência constitucional da União para os estados, que fazem o repasse aos municípios. "O Fundo exige números precisos para a divisão de cotas. E cada cota representa entre R$ 2,5 milhões e R$ 3 milhões anuais no caixa da prefeitura", explicou. "Cabe às prefeituras ajudarem o IBGE no trabalho de recenseamento de cada cidadão", ressaltou.

TSE

O IBGE solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que e servidores, temporários ou efetivos, não sejam requisitados para trabalhar nas eleições, já que a coleta do Censo, prevista para começar em agosto, vai ocorrer simultaneamente ao pleito nacional, em outubro. Parceiro de longa data dos Tribunais Regionais Eleitorais, o IBGE também expos a dificuldade de ceder, neste ano, estrutura para as eleições, incluindo a sua frota de carros, já que os veículos serão usados nas atividades censitárias.

Em reunião em março, com o presidente do IBGE, Eduardo Rio Neto, acompanhado do diretor de Pesquisas, Cimar Azeredo, e do assessor da presidência do IBGE, Sinval Santos, o presidente do TSE, ministro Edson Fachin, reconheceu que as eleições e o Censo garantem interesses importantes para o Brasil, tanto para retratar o país quanto para reforçar a democracia. Fachin lembrou também que a responsabilidade do Censo é de toda a sociedade e colocou o Tribunal à disposição para apoiar no que for necessário. “TSE e IBGE trabalham numa via de reciprocidade, no mesmo campo dos deveres cívicos”, declarou o ministro.

Presidentes do TSE, ministro Edson Fachin, e do IBGE, Eduardo Rios Neto, discutiram, em Brasília, importância do Censo e das Eleições - Foto: Antonio Augusto/Secom TSE

INSS

Eduardo Rios Neto, Cimar Azeredo e Sinval Santos também estiveram no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Em reunião formal, em março, ficou estabelecido, um acordo de cooperação técnica para utilização de salas das agências do órgão para a instalação de postos de coleta, unidades de trabalho temporárias que servem de base para recenseadores e seus supervisores nas atividades de suporte, gerenciamento das informações e controle da coleta de dados.

O INSS tem agências em mais de 1.500 municípios. Gerentes-executivos estão avaliando a capacidade de cada agência para ser revertida em posto de coleta do Censo. A previsão é de que, até maio, as unidades viáveis já estejam todas definidas. Além do espaço físico, as agências cederão móveis e equipamentos. A parceria não prejudicará o atendimento aos segurados, e a rotina das agências continuará normalmente.

Os presidentes do IBGE, Eduardo Rio Neto, e do INSS, José Carlos Oliveira, selam o acordo junto com outros representantes dos órgãos - Foto: Divulgação/INS

CNT

Também em março, o IBGE se reuniu com a Confederação Nacional do Transporte (CNT). A entidade deve ceder salas de aula para os treinamentos das equipes que irão visitar os mais de 70 milhões de domicílios brasileiros entre agosto e outubro. A CNT reúne 27 federações e cinco sindicatos nacionais, que representam 164 mil empresas do setor. A instituição está presente em todo o país com a rede Sest/Senat (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte). Os treinamentos dos recenseadores estão previstos para começar em maio.

Sesai

Para recensear comunidades ribeirinhas do Amazonas e do Pará, no Norte do país, onde só se chega de barco ou avião, o IBGE está negociando apoio no transporte à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde. A ideia é que os recenseadores se desloquem, sempre que possível, junto com os profissionais da saúde da secretaria para esses territórios. Cerca de 46% desses profissionais são indígenas e poderão contribuir com a divulgação do Censo e na abordagem ao informante.

A Sesai atende mais de 755 mil indígenas aldeados em todo o país. Com 14.600 mil profissionais de saúde, promove a atenção primária à saúde e ações de saneamento, de maneira participativa e diferenciada, de acordo as especificidades epidemiológicas e socioculturais desses povos.

Funasa e Agentes de Saúde

Ainda no âmbito do Ministério da Saúde, está sendo negociado com a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) um acordo de cooperação para suporte às tarefas do Censo. Atuando na promoção da saúde por meio de ações de saneamento e saúde ambiental, a Funasa vai ceder locais para os postos de coleta. Seus agentes também vão contribuir com a divulgação da operação e, sempre que possível, vão levar as equipes do IBGE em seus deslocamentos.

Também foi solicitado ao secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Otávio Moreira da Cruz, apoio na divulgação do Censo junto aos mais de 200 mil agentes comunitários de saúde que vão a campo todos os dias atender a população. O IBGE vai participar de um treinamento dos agentes, em que será transmitido um vídeo sobre operação censitária com a participação do presidente Eduardo Rio Neto.

ACNUR e OIM

O IBGE também está em negociações com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) para o recenseamento de imigrantes e imigrantes refugiados que vivem no país, entre eles, os vindos da Venezuela e do Haiti e que se estabeleceram em Roraima e no Pará. O objetivo é firmar um acordo de cooperação técnica para o fornecimento de informações, já que a ACNUR e a OIM estão em contato direto que essas populações, podendo ajudar os recenseadores no acesso aos abrigos, na abordagem aos informantes e tradução das entrevistas.

PRF

Em abril, o IBGE também se reuniu com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) para apoio tanto na segurança quanto na logística e no compartilhamento de informações. Como estão presentes em todo o território nacional, os agentes da PRF poderão contribuir com a divulgação do Censo, orientando a população a atender os recenseadores.

IBGE se reuniu com o diretor da PRF, inspetor Silvinei Vasques, em abril – Foto: Divulgação/PRF

Outras parcerias locais

Além dessas instituições, o IBGE continua buscando parceiros para a realização do Censo. Um dos próximos desafios é obter junto às prefeituras dos 5.570 municípios do país isenção das passagens urbanas no transporte coletivo para os recenseadores e supervisores. Desde 2019, o Instituto vem realizando as Reuniões de Planejamento e Acompanhamento do Censo (REPACs) em cada uma das cidades para a operação censitária. Detalhes sobre essas parcerias locais podem ser encontrados no Portal do Censo 2022.

“As prefeituras são as principais parcerias na esfera municipal. Por meio delas, conseguimos locais para postos de coleta, mobiliário, apoio logístico e de divulgação. Tudo isso sem custo adicional para o IBGE e para elas. São muitas as parcerias também com órgãos estaduais e federais, organizações privadas e da sociedade civil. As instituições entenderam o tamanho do desafio que é fazer o Censo e se propuseram ajudar nesse sentido”, conclui o presidente do IBGE, Eduardo Rio Neto.