Sinapi

Custos da construção civil sobem 0,88% em agosto, maior alta do ano

Editoria: Estatísticas Econômicas | Umberlândia Cabral

09/09/2020 09h00 | Última Atualização: 09/09/2020 09h00

 Cimento foi o produto que mais influenciou a alta de agosto - Foto: Helena Pontes/Agência IBGE Notícias

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado hoje (9) pelo IBGE, cresceu 0,88% em agosto, a maior taxa registrada neste ano. É um aumento de 0,39 ponto percentual em relação a julho (0,49%). Esse crescimento foi influenciado principalmente pelas altas do cimento e outros materiais, como bloco cerâmico e condutores elétricos.

“Além de ser o maior aumento do ano, é o maior índice de agosto desde 2013, quando começa a série com desoneração (sem os encargos sobre a folha de pagamento). No geral, é o maior aumento desde março de 2014. Essa alta se deve principalmente ao segmento de cimento, que já vem com um crescimento expressivo desde julho, e outros materiais também aumentaram, como bloco cerâmico, condutores elétricos, aço e areia”, explica Augusto Oliveira, gerente da pesquisa.

O índice acumula alta de 2,86% nos primeiros oito meses do ano. Já nos últimos 12 meses, a inflação é de 3,78%, um aumento frente aos 3,33% dos 12 meses imediatamente anteriores.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em julho fechou em R$ 1.181,41, passou em agosto para R$ 1.191,84, sendo R$ 629,52 relativos aos materiais e R$ 562,32 à mão de obra.

Em agosto, a parcela dos materiais variou 1,60%, um aumento de 1,12 p.p. frente ao mês anterior (0,48%). Já a parcela de mão de obra variou 0,09%, desacelerando em relação a julho (0,50%).

“A mão de obra pesa muito no cálculo do índice. Então com o dissídio coletivo captado em Pernambuco, há um aumento. Mesmo assim, no agregado, a variação da parcela dos materiais teve um peso muito maior no índice desse mês”, diz Augusto, destacando ainda que os materiais tiveram crescimento expressivo em todos os estados.

Nordeste tem maior variação do Sinapi e no Amazonas alta chega a 1,69%

Regionalmente, com alta na parcela dos materiais em todos os estados e acordo coletivo captado em Pernambuco, o Nordeste teve a maior variação do índice em agosto: 1,17%. As outras regiões tiveram os seguintes resultados: 0,89% (Norte), 0,72% (Sudeste), 0,76% (Sul) e 0,87% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.199,40 (Norte); R$ 1.109,75 (Nordeste); R$ 1.241,92 (Sudeste); R$ 1.241,81 (Sul) e R$ 1.189,95 (Centro-Oeste). Entre as unidades da federação, o Amazonas teve a maior alta em agosto, com 1,69%. O aumento foi causado pela alta na parcela dos materiais. Depois dele, Sergipe (1,54%) e Ceará (1,50%) foram os estados que apresentaram os maiores aumentos.