Indústria regional

Em fevereiro, produção industrial cresce em 11 dos 15 locais pesquisados

Editoria: Estatísticas Econômicas | Umberlândia Cabral

08/04/2020 09h00 | Última Atualização: 08/04/2020 09h12

#PraCegoVer A foto mostra a área externa de uma indústria
Indústrias do PA, RS e PR exerceram o maior impacto positivo na produção nacional - Foto: Marcelo Benedicto/Agência IBGE Notícias

A produção industrial do pais cresceu, na passagem de janeiro para fevereiro, em 11 dos 15 locais pesquisados, segundo dados da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada hoje (8) pelo IBGE. Os locais que mais influenciaram a alta nacional de 0,5% foram o Pará, com 7,2%, o Rio Grande do Sul, com 3,1% e o Paraná, com 2,1%.

“O Pará foi a primeira influência e, com esse resultado de fevereiro, elimina a queda de 5,5% do mês de janeiro e é a taxa mais intensa desde agosto de 2019, quando obteve 8,4%. Os setores que influenciaram a taxa do Pará para esse tipo de comparação foram o de metalurgia, o de produtos de minerais não metálicos e o de produtos de madeira”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

Já a produção industrial do Rio Grande do Sul, que apresentou sua segunda taxa positiva consecutiva e um ganho acumulado de 7,0%, teve influência do setor de produtos de fumo, uma atividade característica da cultura gaúcha. “A terceira influência positiva é o Paraná, com 2,1%, obtendo a terceira taxa positiva consecutiva e tendo um ganho acumulado de 9,1%. Podemos inferir que os setores que mais influenciaram esse resultado foram o de veículos e o de alimentos”, analisou Almeida.

 

Também apresentaram taxas positivas Espírito Santo (5,9%), Pernambuco (4,5%), Mato Grosso (3,8%), Santa Catarina (1,4%), Minas Gerais (1,1%), Ceará (1,0%), Região Nordeste (0,4%) e Goiás (0,3%). Já os resultados negativos vieram de Bahia (-3,2%), Amazonas (-2,2%), Rio de Janeiro (-1,0%) e São Paulo (-0,4%).

“Com esse resultado, São Paulo devolve parte da expansão da indústria paulista atingida no mês anterior, que foi de 2,1%. Essa queda pode ser atribuída a uma influência negativa dos setores de derivados do petróleo e biocombustíveis e também do setor de alimentos, que pode ser considerado também um influenciador negativo”, relatou Bernardo Almeida.

São Paulo, que é o maior parque industrial do país, foi a principal influência negativa do resultado nacional quando fevereiro é comparado com o mesmo mês do ano anterior. Nessa comparação, o setor industrial mostrou queda de 0,4% e São Paulo  obteve -3,1%.

“Os setores que influenciaram essa queda foram o de veículos automotores, puxado principalmente pela queda na produção de automóveis, o setor de derivados de petróleos, pressionado principalmente pela queda em óleo diesel, óleos combustíveis e gasolina automotiva e também no setor de alimentos, puxada pela queda na produção de sorvetes e picolés, carnes bovinas congeladas e sucos concentrados de laranja”, acrescentou.

Ainda na comparação com fevereiro de 2019, os locais que apresentaram queda, além de São Paulo, foram Minas Gerais (-6,3%) e Espírito Santo (-4,5%), Amazonas (-3,0%) e Goiás (-1,4%). Já os resultados positivos vieram de Pernambuco (12,3%), Rio de Janeiro (9,7%), Pará (7,5%), Região Nordeste (6,4%),Paraná (3,6%), Bahia (3,3%), Mato Grosso (3,2%), Santa Catarina (2,3%), Rio Grande do Sul (2,2%) e Ceará (1,9%).