Sinapi

Custo da construção civil cresce 0,30% em janeiro

Editoria: Estatísticas Econômicas | Carmen Lucia Nery

07/02/2020 09h00 | Última Atualização: 07/02/2020 12h00

Com alta em janeiro, custos da construção passaram para R$ 1.162,24 por metro quadrado
foto: Pixabay

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado hoje (07) pelo IBGE, variou 0,30% em janeiro, ficando acima da taxa de dezembro de 2019, que havia sido de 0,22%. Esse indicador mede o custo nacional para o setor habitacional por metro quadrado, que passou para R$ 1.162,24, sendo R$ 609,39 relativos aos materiais e R$ 552,85 à mão de obra.

Os materiais apresentaram variação de 0,62%, registrando altas significativas tanto em relação a dezembro de 2019 (-0,13%), como em relação ao mesmo mês do ano anterior (0,19%). Já o valor da mão de obra teve queda de 0,06%, uma redução em relação a dezembro de 2019 (0,59%). Comparando com janeiro do ano anterior (0,68%), houve queda mais significativa devido à ocorrência de dissídios.

“Em janeiro do ano passado ocorreram três acordos coletivos, com um peso muito grande de Minas Gerais, cujo dissídio foi adiado de dezembro de 2018 para janeiro de 2019. Em contrapartida, não houve nenhum dissídio em janeiro de 2020, o que resultou numa redução nos custos da mão de obra”, explica o gerente do Sinapi, Augusto Oliveira.

Os acumulados em 12 meses ficaram em 4,99% (materiais) e 2,71% (mão de obra), respectivamente.

Os custos da construção subiram em todas as regiões em janeiro, sendo que o Norte, com alta observada na parcela dos materiais em todos os estados, ficou com a maior variação regional, 0,54%, no primeiro mês do ano. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados: 0,46% (Nordeste), 0,17% (Sudeste), 0,05% (Sul) e 0,45% (Centro-Oeste).

Quanto aos custos da construção por região, os valores, em janeiro, por metro quadrado, foram de R$ 1.175,74 no Norte); R$ 1.072,56 no Nordeste); R$ 1.210,88 no Sudeste); R$ 1.223,27 no Sul) e R$ 1.171,04 no Centro-Oeste.

“Os custos de materiais estão sendo muito afetados pelas alterações na legislação do ICMS em Mato Grosso. Isso impactou os produtos de forma generalizada no estado e, também, nos resultados agregados da região Centro-Oeste e do Brasil”, reforça Oliveira.