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Profissionais da educação discutem inovação nas escolas em seminário

Editoria: IBGE | Fernanda Nascimento

04/11/2019 10h00 | Última Atualização: 04/11/2019 18h08

O IBGEeduca promoveu, nesta última quarta-feira (30), o seminário IBGE de Portas Abertas para a Escola. Com o tema: “Práticas docentes inovadoras e transformadoras”, o evento reuniu profissionais da educação para debater temas como tecnologia, sustentabilidade, protagonismo e visibilidade.

Uma das pautas foi o uso de meios tecnológicos como ferramenta de ensino, a fim de atrair a atenção de jovens e crianças. Luciana Ferreira e Thiago Fortunato, do projeto Tech Aula, apostam na programação como forma de levar mais dinamismo para a sala de aula. Eles contaram que a escolha pela robótica foi uma iniciativa dos próprios alunos que puderam criar um robô, carinhosamente chamado de “Silva”.

Seguindo essa linha, as redes sociais e os jogos eletrônicos também passaram a fazer parte do cotidiano escolar. A professora Marcia Costa faz uso do Whatsapp para se comunicar com os alunos e, junto com eles, criou um jogo chamado “River vs Pig”, no qual o objetivo é despoluir um rio. Marcia acredita que promover novas formas de aprendizagem contribui para um trabalho de conscientização dos alunos e torna a escola mais sustentável.

O projeto “PEAMA – cuidando das águas”, do professor Rodrigo Fontes, também segue a temática da educação ambiental e conscientização não só dos alunos, como da comunidade da qual a escola faz parte. Para ele, fazer com que os alunos deixem de ser aprendizes para se tornarem ativistas, divulgando os problemas socioambientais e trabalhando para solucioná-los, é o resultado mais recompensador do projeto.

Indo do digital ao analógico, a professora de Geografia, Juliana de Oliveira, transforma suas aulas em jogos adaptados para a disciplina. O tradicional jogo de queimada vira “queimada geográfica”, a sala de aula recebe o nome de “Power Geo” e, no lugar de trabalho de casa, uma “missão”, enquanto exercícios se tornam “desafios”. Esses são alguns exemplos do projeto de gamificação feito por Juliana. Segundo ela, o engajamento, a interação e o interesse dos alunos aumentaram significativamente após a implementação do projeto.

Ensino e pensamento crítico

José Marcos Couto, diretor escolar, e Claudia Vargas, professora de Ciências, falaram sobre a importância do ensinamento que vai além dos conhecimentos científicos. Segundo eles, o fundamental é fazer com que os estudantes adquiram uma bagagem de conhecimento suficiente para torná-los formadores de opinião. “Num mundo em constante transformação, a gente precisa formar estudantes autônomos, que sejam capazes de aprender para além da vida escolar. Então, a escola precisa ensinar a aprender”, comentou Claudia.

Ainda com a conscientização e o senso crítico em pauta, o projeto “As Caravanas”, de José Marcos, une música e poesia para reforçar a urgência em dar visibilidade e voz aos estudantes, sobretudo das comunidades cariocas. Para ele, levantar discussões sobre preconceito e exclusão social são as principais diretrizes para construir uma sociedade mais justa e consciente.

De forma a contribuir para a construção dessa visibilidade, foram apresentados projetos como o “Dando Ideia”, programa exibido pela MultiRio, que percorre a rede pública de ensino e contribui para o reconhecimento e representatividade de professores e alunos. Na mesma linha, o “Blog do Professor”, promovido pelo IBGEeduca, é outro canal de visibilidade, ao abrir espaço para que professores possam compartilhar suas experiências.

Na plateia, o estudante de Pedagogia do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (Iserj), Jovânio Caetano, comentou que as experiências compartilhadas serão adaptadas e levadas para a sua atuação profissional: “Como futuro educador, eu vou levar algumas dessas experiências e novas metodologias de realidades distintas, que eu não teria conhecimento caso não tivesse participado do seminário.”