Censo Agropecuário

Trajetos do Censo Agro ajudam a mapear deslocamentos no país

Editoria: IBGE | Marília Loschi | Arte: J.C. Rodrigues

21/10/2019 10h00 | Última Atualização: 25/10/2019 10h04

Os dispositivos registraram aproximadamente 17,8 milhões de km percorridos - Foto: Elenice Cano

Em 2017, o Censo Agropecuário visitou mais de 5 milhões de estabelecimentos e envolveu, além de centenas de funcionários do IBGE, 20 mil recenseadores. Eles foram responsáveis por visitar cada estabelecimento, registrar suas coordenadas, aplicar os questionários e armazenar tudo em seu DMC – sigla para dispositivo móvel de coleta. Os dispositivos registraram sucessivos intervalos de posicionamento e, a partir desse material, o IBGE disponibilizou os Trajetos dos Recenseadores do Censo Agropecuário 2017.

Inicialmente, os trajetos registrados tinham como finalidade oferecer um novo instrumento de supervisão da coleta, visando contribuir na garantia da cobertura universal. Contudo, em face do volume e do grau de dispersão territorial atingido, os trajetos assumiram relevância por si só.

“Os Trajetos dos Recenseadores permitem dar visibilidade a trilhas e estradas vicinais que muitas vezes não constam dos mapeamentos sistemáticos, mas que ajudam imensamente a definição das melhores rotas para se chegar aos domicílios ou estabelecimentos a serem recenseáveis”, explica Fernando Ramalho, da equipe de Cadastro Nacional de Endereços para Fins Estatísticos (Cnefe), do IBGE.

Rodando um aplicativo inteiramente desenvolvido pelo IBGE, com auxílio de GPS, o DMC mostrava o caminho correto, qual o estabelecimento mais próximo, se havia rios no percurso e para onde ir depois, por exemplo. Foi a primeira vez, numa operação censitária, que se armazenaram coordenadas de forma sistemática a cada pequeno intervalo de tempo durante a coleta, a fim de apresentar cartograficamente os trajetos percorridos pelos recenseadores.

Fernando Ramalho conta que, nas operações censitárias anteriores, o conhecimento territorial dos caminhos seguidos pelos recenseadores em áreas remotas ou de difícil acesso sempre foi perdido ao fim do trabalho. “Porém, com o registro dos caminhos sistematizados neste produto, outros agentes ou recenseadores poderão se orientar por esses trajetos em outras operações, aumentando assim a eficiência do trabalho de campo”, esclarece, acrescentando que todo o trabalho foi realizado sem nenhum custo extra para o instituto.

Os trajetos do Censo Agropecuário 2017 estão disponíveis para todos os municípios em arquivos no formato kml, que podem ser visualizados pelo Google Earth ou outros sistemas de informações geográficas. Assista ao vídeo de divulgação dos Trajetos dos Recenseadores aqui.