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Cadastro Central de Empresas

Número de empresas cai pelo segundo ano e volta ao patamar do início da década

Editoria: Estatísticas Econômicas | Adriana Saraiva | Arte: Helena Pontes

26/06/2019 10h00 | Atualizado em 26/06/2019 10h15

#PraCegoVer fachada de prédio empresarial
Desde o início da crise, em 2014, o país perdeu 74,2 mil empresas e organizações - Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias

O total de empresas em atividade no país era de 5 milhões em 2017, o pior resultado desde 2010, quando totalizava 5,1 milhões. Desde o início da crise econômica, em 2014, o número de empresas recuou em 74,2 mil e a população assalariada diminuiu em 3,2 milhões.

Esses resultados, divulgados hoje pelo IBGE, são do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), que reúne também organizações da administração pública e entidades sem fins lucrativos.

O estudo mostra que entre 2007 e 2013, houve um crescimento contínuo no número de empresas, passando de 4,4 milhões para 5,4 milhões. Em 2014, no entanto, esse número recuou em 288,9 mil organizações e, apesar do pequeno aumento de 11,6 mil em 2015, nos dois anos seguintes o número voltou a diminuir 64,4 mil em 2016 e 21,5 mil em 2017.

O pessoal ocupado assalariado cresceu em todos os anos entre 2007 e 2014, período em que foram gerados 11,6 milhões de novos postos de trabalho formais, totalizando 48,3 milhões, o nível mais elevado da série histórica. Mas, em 2015 e 2016, esse movimento se inverteu com a redução de 3,7 milhões de postos. Esse número voltou a crescer em 2017, com 550,7 mil novos postos, totalizando 45,1 milhões de ocupados. 

“Vemos que houve redução importante nos últimos anos e está difícil para as empresas se estabelecerem e gerarem empregos. Por isso, tanto em número de empresas como em pessoal assalariado, estamos em um patamar do início da década passada”, ressaltou a analista da pesquisa, Denise Guichard.

Diferença salarial entre homens e mulheres cai, mas ainda é de 20,7%

O estudo mostrou também que a participação das mulheres no pessoal ocupado total aumentou de 41,9% para 44,6% entre 2009 e 2017. Segundo Denise, áreas onde há predominância de trabalhadoras têm apresentado as maiores altas de pessoal. Por exemplo, em 2017, houve aumento de 550,7 mil pessoas ocupadas assalariadas. Destes, 390 mil postos foram na seção saúde humana e serviços sociais enquanto educação respondeu por 247,4 mil.

Isso tem contribuído para a redução da desigualdade salarial entre homens e mulheres, que passou de 25% para 20,7%, entre 2009 e 2017. Mesmo assim, enquanto homens recebiam um salário médio mensal de R$ 3.086,00, o das mulheres era de R$ 2.555,84.

“As mulheres têm conseguido aumentos reais superiores aos dos homens. Se juntarmos aumento de mão de obra feminina com geração de novos postos de trabalho em áreas onde elas predominam, então aumenta a participação da mulher e os salários em termos reais”, explica Denise.

Salário de quem tem nível superior é quase três vezes maior do que quem não tem

O estudo revelou, ainda, que o percentual de ocupados com nível superior cresceu de 16,5% para 22,6%, entre 2009 e 2017. Isso representou aumento de 53,8% de pessoal com nível superior, passando de 6,6 milhões para 10,2 milhões de pessoas. O salário médio de quem possuía nível superior era quase três vezes superior às pessoas sem esse nível de instrução. Em 2017, o salário médio mensal variava de R$ 1.971,82, entre as pessoas sem nível superior, para R$ 5.832,38, entre as pessoas com nível superior.

“O pessoal assalariado ocupado com nível superior vem crescendo desde 2009 até nos períodos de crise. A pessoa com melhor formação tem mais chance de entrar no mercado de trabalho, ou seja, tem havido maior absorção de profissionais pelas empresas. Mas isso não quer dizer que estão em posto de nível superior”, conclui Denise Guichard.


Palavras-chave: Empresas, Cadastro, População Assalariada, Crise.