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Preços da indústria caem 1,46% em dezembro, mas 2018 tem maior alta da série

Editoria: Estatísticas Econômicas | Rodrigo Paradella

30/01/2019 09h00 | Atualizado em 30/01/2019 09h02

A queda de 1,46% nos preços da indústria em dezembro não foi suficiente para evitar a alta de 9,76% no acumulado de 2018, que foi a maior da série histórica iniciada em 2014. Os dados são do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgado hoje pelo IBGE, e que mede a variação dos preços dos produtos na "porta das fábricas", sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e de transformação. 

 

Mesmo com índices negativos nos últimos três meses, o saldo de 2018 foi o maior dos cinco anos da série. “A segunda maior alta havia ocorrido em 2015, de 8,8%. Quem mais influenciou o resultado de 2018 foram os produtos químicos, que teve 19,7% de variação; alimentos, com 8,2%; metalurgia, com 13,9%; e indústria extrativa, com 26,6%”, explica o gerente do IPP, Manuel Campos. A fabricação de bebidas foi a única atividade pesquisada com queda nos preços no ano, com -2,79%.

Nas grandes categorias econômicas, bens de capital subiram 10,86% no ano (com influência de 0,93 p.p.), bens intermediários, 13,25% (7,55 p.p.), e bens de consumo, 3,71% (1,28 p.p.). No último grupo, o resultado foi impactado em 0,50 p.p. pelos bens de consumo duráveis e 0,78 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

Mercado internacional pressiona queda nos preços do petróleo em dezembro

As três quedas mais intensas nos preços em dezembro de 2018 ocorreram em produtos com origem nas atividades de refino de petróleo e produtos de álcool (-9,36%), indústrias extrativas (-8,13%) e outros produtos químicos (-2,96%). A maior alta no mês veio de outros equipamentos de transporte, com 2,18%.

“Os últimos três meses acumularam recuo de 3,7%. Foi muito devido ao que ocorreu com o petróleo, que foi influenciado pela queda no preço no mercado internacional”, diz o gerente do IPP.

A formação do índice de -1,46% sofreu influência mais intensa do refino de petróleo e produtos de álcool (-1,13 p.p.), indústrias extrativas (-0,39 p.p.), alimentos (-0,37 p.p.) e outros produtos químicos (-0,32 p.p.).

Já em relação às grandes categorias econômicas, as variações foram de 1,17% em bens de capital (impacto de 0,10 p.p.); -2,66% em bens intermediários (-1,58 p.p.) e 0,08% em bens de consumo (0,03 p.p.), sendo de 0,49% nos bens de consumo duráveis e -0,05% nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.