09/05/2018 | Última Atualização: 09/05/2018 09:00:00

Indústria regional

Produtos químicos contribuem para queda do setor na Bahia

Motivada por quedas na produção de produtos químicos, derivados do petróleo e combustíveis, a indústria baiana recuou 4,7% em março, em relação a fevereiro, e 5,3% frente a março do ano passado. Foram as maiores baixas entre os 15 locais monitorados pela Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada hoje pelo IBGE.

Com isso, a indústria da Bahia acumulou 0,9% de crescimento no ano e 0,3% nos últimos 12 meses, ficando abaixo da média nacional nos mesmos períodos, 3,1% e 2,9%, respectivamente. O pesquisador do IBGE Bernardo Almeida atribuiu o resultado do estado ao período de entressafra, que diminuiu a demanda por bens intermediários.

“A indústria tem sofrido por causa da baixa procura no mercado interno baiano por produtos químicos, principalmente inorgânicos e intermediários para a elaboração de fertilizantes. Além disso, o chamado efeito calendário também influenciou, já que março deste ano teve dois dias úteis a menos que março de 2017”, explicou.

Na comparação com fevereiro de 2018, também foram registradas quedas no Rio de Janeiro (-3,7%), no Nordeste (-3,6%), em Santa Catarina (-1,2%); Rio Grande do Sul (-0,9%); Paraná (-0,9%); Minas Gerais (-0,5%); e Ceará (-0,2%).

 Gráfico dos resultados regionais de indicadores conjunturais da indústria, comparando março com fevereiro de 2018

Pará acumula maior resultado nos últimos 12 meses

Influenciado pelo bom desempenho da indústria extrativa, o Pará obteve o maior índice para o mês, com alta de 9,0% frente a fevereiro e 10,1% frente a março de 2017. O estado também registrou o maior resultado no acumulado dos últimos 12 meses, com 10,1%.

Já São Paulo, que possui o maior parque industrial do país, cresceu 2,0% em março frente a fevereiro e 4,0% frente a março de 2017, ficando acima da média nacional nos dois períodos, cujos índices foram de -0,1% e 1,3%, respectivamente.

“São Paulo, assim como a indústria brasileira como um todo, segue com crescimento lento e gradativo, mas ainda não é possível falar em recuperação, pois ainda está longe do patamar histórico observado em 2013”, concluiu o pesquisador do IBGE.


Repórter: João Neto
Imagem: Geraldo Falcão/Agência Petrobras
Arte: Helga Szpiz