Em abril, setor de serviços cresce 1,0% em relação a março 14/06/2017

Editoria: Estatísticas Econômicas Produto: Pesquisa Mensal de Serviços

No mês de abril, o setor de serviços apresentou um crescimento de 1,0% no volume de serviços prestados frente ao mês anterior (série com ajuste sazonal), após ter registrado recuo de 2,6% em março (revisado) e crescimento de 0,2% em fevereiro. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com abril de 2016, o setor apontou retração de 5,6%, a maior para o mês de abril, acompanhando as retrações de 5,2% em março e de 5,3% em fevereiro. Com esses resultados, a taxa acumulada no ano ficou em -4,9% e, em 12 meses, -5,0%.

Por atividade, o segmento de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registrou crescimento de 1,0% (série com ajuste); os segmentos de Serviços prestados às famílias e Serviços profissionais, administrativos e complementares não apresentaram crescimento (0,0%) e os segmentos de Serviços de informação e comunicação e Outros Serviços registraram quedas de 0,2% e 5,8%, respectivamente. O agregado especial das Atividades turísticas apresentou recuo de 2,0% na comparação com o mês imediatamente anterior.

A receita nominal em abril registrou variação positiva de 0,5% em relação a março (série com ajuste) e na comparação com mesmo mês do ano anterior (sem ajuste sazonal) ficou em -0,4%. A taxa acumulada no ano ficou em 0,6% e, em 12 meses, 0,0%. A publicação completa da Pesquisa Mensal de Serviços divulgada pelo IBGE pode ser acessada aqui.

TABELA 1
INDICADORES DE VOLUME DE SERVIÇOS, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES
BRASIL - ABRIL 2017

ATIVIDADES TAXA DE VARIAÇÃO DE VOLUME  (%) 
MÊS/MÊS ANTERIOR
COM AJUSTE SAZONAL
MÊS/IGUAL MÊS DO
ANO ANTERIOR
ACUMULADO
FEV MAR ABR FEV MAR ABR NO ANO 12 MESES
BRASIL   0,2 - 2,6  1,0 - 5,3 - 5,2 - 5,6 - 4,9 - 5,0
1 - Serviços prestados às famílias  0,0 - 2,6  0,0 - 6,7 - 3,1 - 3,5 - 4,3 - 4,8
1.1 - Serviços de alojamento e alimentação  0,1 - 2,0  0,7 - 4,9 - 2,3 - 2,8 - 3,8 - 4,8
1.2 - Outros serviços prestados às famílias - 3,1  1,3 - 1,7 - 16,3 - 8,0 - 7,0 - 7,0 - 4,6
2 - Serviços de informação e comunicação - 0,2 - 0,9 - 0,2  0,5 - 2,0 - 2,2 - 1,0 - 2,2
2.1 - Serviços TIC - 0,2 - 1,3  1,0  1,6 - 1,4 - 0,6  0,1 - 1,3
2.11 - Telecomunicações - 1,7 - 1,2  0,6 - 0,3 - 1,6 - 1,8 - 0,9 - 2,4
2.12 - Serviços de tecnologia da informação  0,9 - 0,3  2,0  7,9 - 2,3  2,7  2,7  2,0
2.2- Serviços audiovisuais, de edição e   agências de notícias - 3,6 - 0,7 - 5,2 - 3,7 - 4,1 - 10,7 - 6,2 - 7,1
3 - Serviços profissionais, administrativos e complementares - 0,5 - 1,0  0,0 - 11,2 - 10,0 - 11,4 - 9,9 - 6,6
3.1 - Serviços técnico-profissionais  0,3 - 1,2 - 2,5 - 21,9 - 17,4 - 20,3 - 17,8 - 14,6
3.2 - Serviços administrativos e complementares - 1,3 - 1,2  1,1 - 6,3 - 6,4 - 7,1 - 6,0 - 3,5
4 - Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio  0,5 - 1,1  1,0 - 4,9 - 1,9 - 1,5 - 2,8 - 6,7
4.1 - Transporte terrestre  1,5 - 3,3  2,2 - 5,4 - 5,4 - 4,2 - 4,7 - 8,9
4.2 - Transporte aquaviário - 3,8  3,0  6,6 - 11,8  0,9  19,5  1,5 - 9,8
4.3 - Transporte aéreo  3,1  1,8 - 8,9 - 14,6 - 9,4 - 19,9 - 15,8 - 6,3
4.4 - Armazenagem, serviços auxiliares  dos transportes e correio  0,4  0,1  0,2 - 0,4  5,0  3,6  3,0 - 2,9
5 - Outros serviços - 1,0 - 1,9 - 5,8 - 7,4 - 14,7 - 16,4 - 11,3 - 5,2
Atividades turísticas - 0,1  0,6 - 2,0 - 9,1 - 5,0 - 6,4 - 7,1 - 4,6

 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio

 

Resultados por atividades, frente a abril de 2016

Na análise dos resultados por atividades em relação a abril de 2016 (sem ajuste sazonal), observa-se que todos os segmentos registraram variações negativas de volume, a saber: Outros serviços (-16,4%); Serviços profissionais, administrativos e complementares (-11,4%); Serviços prestados às famílias (-3,5%); Serviços de informação e comunicação (-2,2%) e Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-1,5%). O agregado especial das Atividades turísticas registrou recuo de 6,4% frente a abril de 2016. Nos quatro primeiros meses do ano, os resultados acumulados apontam as maiores quedas para os segmentos de Outros serviços  (-11,3%) e Serviços profissionais, administrativos e complementares (-9,9%). Dos resultados acumulados em 12 meses, o segmento de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registra a maior queda, com -6,7%, seguido dos Serviços profissionais, administrativos e complementares, com -6,6%. Nesse contexto, destacam-se os Serviços técnico-profissionais, que vêm apresentando expressivos recuos, devido à baixa demanda por parte do setor industrial e dos governos.

Composição da taxa global

Em termos de composição da taxa global de volume, sem ajuste sazonal, as contribuições dos segmentos foram as seguintes: Serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,7 p.p.); Outros serviços (-1,2 p.p.); Serviços de informação e comunicação (-0,8 p.p.); Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio (-0,6 p.p.) e Serviços prestados às famílias (-0,3 p.p.).

Resultados regionais: Rio Grande do Norte, Rondônia e Alagoas têm as maiores quedas em relação a março

Os resultados regionais do setor de serviços em abril, com ajuste sazonal, mostram que as maiores variações positivas de volume, em relação a março, foram registradas no Paraná (2,4%), Rio Grande do Sul (2,2%) e São Paulo (2,0%). As maiores variações negativas foram observadas no Rio Grande do Norte (-6,6%), Rondônia (-6,0%) e Alagoas (-4,6%).

Quanto aos resultados sem ajuste sazonal, na comparação com igual mês do ano anterior, Paraná não registrou variação (0,0%) e as demais Unidades da Federação registraram variações negativas, sendo que as maiores foram registradas em Roraima e Amapá (ambas com -16,8%), Rondônia (-16,2%) e Mato Grosso do Sul (-13,4%). 

Atividades turísticas: Distrito Federal cresce 4,4% entre março e abril  

Para as Unidades da Federação, analisando-se os resultados de volume, na série com ajuste sazonal, das Atividades turísticas, as variações positivas ocorreram no Distrito Federal (4,4%), São Paulo (1,9%) e Pernambuco (0,8%). As variações negativas foram registradas no Espírito Santo (-12,6%), Minas Gerais (-5,5%), Bahia (-5,3%), Ceará (-5,0%), Rio de Janeiro (-3,6%), Rio Grande do Sul (-2,8%), Goiás (-1,6%), Paraná (-1,2%) e Santa Catarina (-0,4%). 

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior sem ajuste sazonal, as variações positivas foram as seguintes: Goiás (12,5%), Santa Catarina (11,3%), Pernambuco (3,7%) e Paraná (2,3%). As variações negativas foram: Espírito Santo (-22,5%), Distrito Federal (-21,2%), Rio de Janeiro (-20,4%), Rio Grande do Sul (-4,4%), São Paulo (-3,8%), Minas Gerais (-3,7%), Ceará (-3,4%) e Bahia (-0,8%).