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PNS

IBGE e Ministério da Saúde lançam coleta da PNS 2026 com inovação na área de biomarcadores

Lançamento ocorreu em Brasília.

Editoria: IBGE | Arte: IBGE

02/07/2026 17h11 | Atualizado em 02/07/2026 17h37

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saúde realizaram nesta quarta-feira (2), em Brasília, o lançamento nacional da coleta da terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), principal levantamento domiciliar do país voltado à produção de informações sobre as condições de saúde da população brasileira. O evento reuniu representantes das duas instituições, pesquisadores, gestores e técnicos envolvidos na operação da pesquisa.

A cerimônia contou com a participação do presidente do IBGE, Marcio Pochmann; do diretor-adjunto de Pesquisas do IBGE, Vladimir Miranda; da diretora do Departamento de Análises Epidemiológicas e Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Letícia Cardoso; da coordenadora do projeto EDIS-BIO, Etienne Larissa Duim; e da secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão. O lançamento também teve um momento simbólico com a presença do personagem Zé Gotinha, que se juntou aos mascotes do IBGE, Pedro e Bel, destacando a importância da aproximação com a população.

A Pesquisa Nacional de Saúde investiga aspectos relacionados ao estado de saúde dos brasileiros, aos hábitos de vida, ao acesso e utilização dos serviços de saúde, às doenças crônicas, à saúde da população idosa e a diversos outros temas essenciais para a formulação de políticas públicas. Nesta edição, um dos principais avanços será a inclusão da coleta de biomarcadores, ampliando o potencial analítico do estudo e a qualidade das estatísticas de saúde produzidas no país.

Durante a abertura, Letícia Cardoso destacou o caráter colaborativo da iniciativa e agradeceu às instituições e equipes envolvidas na construção da pesquisa.

“Estamos celebrando o início desse trabalho e agradecendo aos parceiros. Trata-se de uma operação complexa, integrada e baseada no respeito ao cidadão, sem invadir seu tempo nem seu espaço, algo que o IBGE tem vasta experiência em realizar. O alinhamento institucional para os questionários e para a coleta de medidas bioquímicas só foi possível graças ao esforço conjunto e a uma missão comum que a PNS trouxe para todos nós”, afirmou.

A diretora também reconheceu a contribuição das equipes de campo e das superintendências estaduais do IBGE, fundamentais para a execução da pesquisa em todo o território nacional.

Representando a Diretoria de Pesquisas do IBGE, Vladimir Miranda ressaltou a importância da parceria entre as instituições e a abrangência da operação.

“Ainda temos muitas etapas pela frente, mas este é um momento de parabenizar todas as equipes envolvidas. Temos aqui o encontro de dois gigantes: o Sistema Único de Saúde e o sistema integrado de pesquisas domiciliares do IBGE. Essa tradição inclui pesquisas fundamentais como a PNAD e a POF, e está sempre em expansão e em busca de aperfeiçoamento”, disse.

Miranda também fez um apelo à população para que participe da pesquisa.

“É fundamental que os moradores recebam os entrevistadores do IBGE e também as equipes responsáveis pela coleta dos biomarcadores. A participação da sociedade é decisiva para o sucesso da pesquisa.”

A inovação relacionada à coleta de material biológico foi destacada por Etienne Larissa Duim, coordenadora do projeto EDIS-BIO (Estruturação de Dados, Inquéritos de Saúde e Biomarcadores). Segundo ela, a parceria com o Sistema Único de Saúde tornou possível incorporar uma dimensão inédita ao levantamento.

“Por meio do SUS, temos a possibilidade de apoiar essa inovação, que é a coleta de material biológico dentro da PNS. Reafirmamos nosso compromisso com essa parceria e agradecemos especialmente às pessoas que fazem isso acontecer. Vejo diariamente a dedicação das equipes técnicas e a devoção ao projeto”, afirmou.

Etienne destacou ainda o compromisso ético e o rigor metodológico do IBGE, ressaltando que o processo de integração entre diferentes instituições, embora desafiador, será um diferencial para a pesquisa.

Em seu discurso, o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, destacou a relevância histórica das estatísticas de saúde para a compreensão das transformações vividas pelo país ao longo do tempo. Segundo ele, a produção desses dados remonta à formação do próprio sistema estatístico nacional e ao trabalho de pioneiros como Oswaldo Cruz e Bulhões de Carvalho, que contribuíram para estruturar o conhecimento sobre as condições sanitárias da população brasileira.

Pochmann ressaltou que as estatísticas de saúde permitem acompanhar as profundas mudanças ocorridas na sociedade brasileira ao longo das últimas décadas.

“As estatísticas de saúde são fundamentais para compreender a trajetória do país. Elas acompanham as transformações do Brasil desde uma sociedade predominantemente agrária até a constituição de uma sociedade urbana e cada vez mais complexa. Esses dados registram as mudanças demográficas, epidemiológicas e sociais que marcam a história nacional e são essenciais para orientar políticas públicas e responder aos desafios de cada época”, afirmou.

O presidente também destacou que pesquisas como a PNS fortalecem a capacidade do Estado de conhecer a realidade da população e de planejar ações com base em evidências, contribuindo para a melhoria das condições de vida e saúde dos brasileiros.

Já a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, enfatizou a importância estratégica da informação de qualidade para a gestão pública e para o enfrentamento da desinformação.

“Os dados de saúde interessam a todos. O que nos une é o combate à desinformação. As políticas públicas precisam ser baseadas no melhor dado e na melhor estatística que pudermos ter. As decisões são mais eficazes quando fundamentadas em informação de qualidade”, afirmou.

Mariângela também destacou iniciativas de fortalecimento da soberania digital no âmbito do Ministério da Saúde e agradeceu às instituições parceiras envolvidas na execução da pesquisa.

Realizada em parceria entre o IBGE e o Ministério da Saúde, a Pesquisa Nacional de Saúde é considerada uma das principais fontes de informação para o acompanhamento das condições de vida e saúde da população brasileira. Seus resultados subsidiam o planejamento, a implementação e a avaliação de políticas públicas, além de contribuir para o aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e para o monitoramento de compromissos nacionais e internacionais relacionados à saúde.

Com a coleta iniciada em todo o país, a expectativa das instituições é ampliar o conhecimento sobre a realidade sanitária brasileira e disponibilizar informações cada vez mais robustas para apoiar a tomada de decisões e a redução das desigualdades em saúde.