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Cai a proporção de jovens que não trabalham, não estudam e nem se qualificam
19/06/2026 10h00 | Atualizado em 19/06/2026 15h25
Destaques
- O Brasil tinha 46,6 milhões de jovens com 15 a 29 anos de idade em 2025, e 17,5% deles não estavam trabalhando, não estudavam no ensino regular e nem frequentavam algum curso de qualificação profissional. Essa proporção recuou 4,9 pontos percentuais (p.p.) frente a 2019, quando 22,4% dos jovens do país não trabalhavam, nem estudavam ou se qualificavam.
- Frente a 2024, quando 18,2% dos jovens do país estavam naquela condição de trabalho e estudo, houve redução de 0,7 p.p.
- O total de jovens que não estavam ocupados, não estudavam e nem se qualificavam caiu de 11,0 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025, uma redução de 25,9%, no período. Frente a 2024, quando havia 8,6 milhões de jovens nessa condição, a queda foi de 4,8%.
- Cerca de 22,8% das mulheres jovens não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando, enquanto entre os homens, esse percentual foi quase a metade: 12,4%.
- O percentual de jovens pretos ou pardos (19,8%) que não estudavam e não estavam ocupados nem se qualificando foi 5,8 p.p. maior que o de jovens brancos (14,0%) na mesma condição.
- Em 2025, cerca de 14,2% da população com 14 anos ou mais (ou 24,8 milhões) frequentaram algum curso de qualificação profissional.
No Brasil, em 2025, havia 46,6 milhões de pessoas com 15 a 29 anos de idade. Entre elas, 16,6% estavam ocupadas e estudavam no ensino regular, ou frequentavam algum curso de qualificação profissional; 17,5%, não estavam ocupadas, não estudavam e nem se qualificavam; 25,0%, não estavam ocupadas, mas estudavam ou se qualificavam; e 40,8% estavam ocupadas, não estudavam e nem se qualificavam. Cabe ressaltar a redução de 4,9 p.p. no percentual das pessoas de 15 a 29 anos que não estavam ocupadas, não estudavam e não se qualificavam, que chegava a 22,4% em 2019. Em números absolutos, esse contingente recuou de 11,0 milhões em 2019 para 8,2 milhões em 2025, uma redução de 25,9% no período. Frente a 2024, quando 18,2% dos jovens do país estavam naquela condição, houve redução de 0,7 p.p.

22,8% das mulheres jovens não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando
Entre as mulheres com 15 a 29 anos de idade, 22,8% não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando, enquanto entre os homens, esse percentual foi próximo da metade: 12,4%. A proporção de mulheres jovens nesta condição em 2025 recuou 5,7 p.p. frente a 2019, quando era de 28,5%. No mesmo ano, o percentual de homens jovens que não trabalhavam nem frequentavam escola ou qualificação foi de 16,4%, o que mostra que houve redução, mas as diferenças de gênero neste indicador permanecem significativas. De 2024 para 2025, com contingente de mulheres que não estavam ocupadas, nem estudando ou se qualificando se reduziu em 6,3%, o equivalente a menos 350 mil mulheres nesta condição.
Em 2025, por outro lado, 27,0% das mulheres e 23,0% dos homens apenas estudavam ou se qualificavam, enquanto 32,7% das mulheres e 48,7% dos homens apenas trabalhavam.
Um em cada cinco jovens pretos ou pardos não estudavam e não estavam ocupados
O percentual de jovens pretos ou pardos (19,8%) que não estudavam e não estavam ocupados nem se qualificando foi 5,8 p.p. maior que o de jovens brancos (14,0%) na mesma condição. Já a proporção de jovens brancos que apenas estudavam (26,6%) foi 2,7 p.p. maior do que a dos jovens pretos ou pardos (23,9%) na mesma condição.
Apesar da desigualdade, houve uma redução de 5,9 p.p. na proporção de jovens pretos ou pardos que não estavam ocupados nem estudando, de 2019 (25,7%) para 2025 (19,8%). Frente a proporção encontrada em 2024 (20,8%), a redução foi de 1 p.p.
Em 2025, cerca de 19,7% dos jovens brancos trabalhavam e estudavam, percentual 5,0 p.p. maior que o dos jovens pretos ou pardos (14,7%) nessa condição. Já os percentuais dos jovens brancos e dos pretos ou pardos que apenas trabalhavam foram similares: 39,6% e 41,6%, respectivamente.
15,6% do total de estudantes do ensino superior frequentam cursos tecnológicos
Em 2025, entre os 9,7 milhões de estudantes do ensino superior de graduação no Brasil, 1,5 milhão frequentavam cursos tecnológicos, o que corresponde a 15,6% do total de estudantes do ensino superior. Em 2016, esse percentual foi de 10,5%.
Entre as pessoas autodeclaradas brancas que cursam o ensino superior, 15,7% escolhem a graduação tecnológica, enquanto o percentual entre pretos ou pardos foi de 15,5%. A mesma similaridade percentual na escolha por cursos tecnológicos não ocorre entre homens (20,6%) e mulheres (12,1%).
8,8% dos estudantes do ensino médio frequentam curso técnico ou normal
Em 2025, no Brasil, dos 8,9 milhões de estudantes do ensino médio, 8,8% frequentavam curso técnico de nível médio ou curso normal (para formação de professores da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental) contra os 7,0% verificado em 2019. O número de pessoas que frequentavam o ensino médio técnico chegou a 787 mil pessoas, 21,5% a mais que em 2019, quando 648 mil pessoas frequentavam esse tipo de curso.
De 2019 para 2025, o aumento da proporção de pessoas que frequentavam curso técnico de nível médio ou curso normal (magistério) foi maior entre as mulheres: 2,1 p.p., passando de 7,0% para 9,1%. Em valores absolutos, esse crescimento foi de 24,1%. Para o sexo masculino, a proporção foi de 8,6% em 2025, um crescimento de 1,6 p.p., no período. Em números absolutos, desde 2019 houve aumento de 18,8%, ou 60 mil homens a mais.
Em 2025, entre as pessoas brancas, 326 mil pessoas cursavam o ensino médio técnico ou normal (magistério), 20,3% a mais que em 2019 (271 mil). A participação desse curso entre as pessoas brancas cresceu 1,8 p.p., passando de 7,7%, em 2019, para 9,5%, em 2025. Entre as pessoas pretas ou pardas, o contingente passou de 368 mil para 456 mil estudantes de 2019 para 2025, um aumento de 23,9%, resultando em um acréscimo de 1,9 p.p. na participação do curso médio técnico ou normal (magistério), o que representou 8,4% do total de pessoas pretas ou pardas no ensino médio em 2025.
24,8 milhões frequentaram algum curso de qualificação profissional
Em 2025, a população de 14 anos ou mais de idade chegou a 174,1 milhões, e 14,2% dela (ou 24,8 milhões) haviam frequentado algum curso de qualificação profissional. Quanto maior o nível de instrução, maior a incidência de frequência anterior a curso de qualificação profissional: entre aqueles que eram sem instrução até o ensino fundamental completo, o percentual foi de 5,9%; os com ensino médio incompleto até o superior incompleto, 17,3%; e, por fim, 23,1% daqueles com ensino superior completo já haviam frequentado algum curso de qualificação profissional.
Em 2025, a categoria outra instituição particular que, historicamente, vem sendo principal local da realização dos cursos de qualificação profissional, foi escolhida por 46,7% dos estudantes. Já as Instituições dos Serviços Nacionais de Aprendizagem responderam por 21,9%, enquanto 18,2% dos alunos realizaram o curso em instituição pública, e 13,2%, no empreendimento em que trabalhavam. Em 2024, esses percentuais foram: 47,2% frequentaram cursos de qualificação profissional em outras instituições privadas; 21,5%, em instituição dos Serviços Nacionais de Aprendizagem; 18,5%, em instituições públicas; e 12,8%, no empreendimento em que trabalhavam.
