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Pesquisa Mensal de Serviços

Setor de serviços avança 1,2% em abril e recupera perdas de março

Editoria: Estatísticas Econômicas | Marcelo Benedicto

11/06/2026 09h00 | Atualizado em 11/06/2026 10h03

Transporte aéreo de passageiros avança 7,0% em abril de 2026  - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na comparação com o mês anterior, o volume de serviços do país avançou 1,2% em abril de 2026, recuperando, integralmente, a perda de 1,1% observada em março. O resultado foi acompanhado por todas as cinco atividades investigadas, com destaque para os transportes (0,9%). Em relação a igual mês de 2025, o volume de serviços teve expansão de 1,9% em abril de 2026, registrando o 25º resultado positivo consecutivo. As informações são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada hoje (11) pelo IBGE.

“De fato, o mês de abril trouxe uma recuperação integral do revés observado em março. Esse movimento também se deu de forma disseminada, ou seja, se em março todos os cinco setores recuaram, em abril, fizeram o movimento inverso, quando todos cresceram”, explica Rodrigo Lobo, gerente da PMS.

Ainda segundo ele, esse movimento de queda brusca seguida de uma retomada está relacionado a uma certa compensação de dias úteis: “O resultado de março pode ser explicado por conta do modelo de ajuste sazonal. Foi um mês com uma quantidade elevada de dias úteis (22) e o modelo acaba suavizando o movimento, o que acabou gerando uma pressão maior sobre o mês passado. Já abril acabou beneficiado por essa base de comparação mais baixa do mês anterior”.

A leitura do setor de serviços, de acordo com Rodrigo, é que ele opera, em abril de 2026, no mesmo nível de dezembro de 2025 e de janeiro e fevereiro de 2026. “Reforço, portanto, que o setor de serviços mantém operando em patamar elevado, apenas 0,3% abaixo do topo de sua série, alcançado em outubro de 2025, mas sem uma trajetória muito bem definida”.

Ainda em relação ao mês de abril de 2026, o destaque foi para o setor de transportes (0,9%), que recuperou parte da perda observada em março (-1,6%). “O resultado do setor de transportes é explicado, em grande medida, pelo avanço de 7,0% observado no segmento de transporte aéreo de passageiros. Esse avanço ocorre após dois resultados negativos seguidos, quando o segmento perdeu, de forma acumulada, 16,6%, entre fevereiro e março de 2026. Essa volatilidade é fortemente influenciada pelos preços das passagens aéreas, já que em fevereiro e março houve avanço de 18,4% nos preços, enquanto em abril houve queda de 14,45% desse subitem do IPCA”, explica Rodrigo.

No acumulado do ano, o volume de serviços expandiu 2,2% frente a igual período de 2025. Já o acumulado nos últimos doze meses foi a 2,9%, mantendo o ritmo de expansão frente ao observado em março (2,9%).

Setor de serviços sobe 1,9% na comparação com abril de 2025

Na comparação com abril do ano anterior, o volume do setor de serviços registrou expansão de 1,9% em abril de 2026, alcançando o vigésimo quinto resultado positivo seguido. O avanço deste mês foi acompanhado por quatro das cinco atividades de divulgação e contou com crescimento em 51,8% dos 166 tipos de serviços investigados.

Entre os setores, o de informação e comunicação (6,3%) exerceu o principal impacto positivo, impulsionado, principalmente, pelo aumento da receita em desenvolvimento e licenciamento de softwares; consultoria em tecnologia da informação; tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet; portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet; e telecomunicações.

São Paulo é o principal impacto positivo com alta de 1,4%

Em termos regionais, 14 das 27 unidades da federação assinalaram expansão no volume de serviços em abril de 2026, na comparação com o mês imediatamente anterior, evidenciando o avanço observado no resultado do Brasil (1,2%), na série com ajuste sazonal.

Entre os locais que apontaram taxas positivas em abril, o impacto mais importante veio de São Paulo (1,4%), seguido por Paraná (3,0%), Minas Gerais (1,4%) e Alagoas (23,3%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (-3,6%) e Distrito Federal (-5,5%) exerceram as principais influências negativas do mês, seguidos por Santa Catarina (-1,6%), Mato Grosso (-1,2%) e Amazonas (-2,0%).

“O resultado regional, na verdade, trouxe um certo equilíbrio, na medida em que 14 unidades da federação ficaram no campo positivo, acompanhando o movimento do Brasil, e outras 12 mostraram taxas negativas. Houve ainda um local que mostrou estabilidade. Porém, o resultado de cada UF traz sua dinâmica própria. São Paulo, por exemplo, que foi o principal impacto positivo, foi influenciado pelo avanço em atividades jurídicas, transporte aéreo e serviços financeiros auxiliares”, esclarece Rodrigo.

Atividades turísticas sobem 4,1% em abril

O índice de atividades turísticas apontou expansão de 4,1% frente ao mês imediatamente anterior, recuperando, assim, parte da perda observada dos dois últimos meses, período em que acumulou uma retração de 5,2%. Com isso, o segmento de turismo se encontra 11,2% acima do patamar de fevereiro de 2020 e opera, em abril de 2026, 2,2% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

Regionalmente, catorze dos 17 locais pesquisados acompanharam este movimento de crescimento verificado na atividade turística nacional (4,1%). A contribuição positiva mais relevante ficou com São Paulo (5,5%), seguido por Bahia (10,8%), Rio de Janeiro (2,5%) e Pernambuco (6,9%). Em sentido oposto, Amazonas (-3,4%) liderou as perdas do turismo neste mês, seguido por Ceará (-0,3%) e Santa Catarina (-0,2%).

Transportes de passageiros avançam e os de carga recuam

Em abril de 2026, o volume de transporte de passageiros no Brasil avançou 2,6% frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, recuperando, assim, parte da perda de 4,1% verificada nos dois meses anteriores. Dessa forma, o segmento se encontra, nesse mês de referência, 4,7% acima do nível de fevereiro de 2020 (pré-pandemia) e 19,8% abaixo de fevereiro de 2014 (ponto mais alto da série histórica).

Já o volume do transporte de cargas apontou retração de 0,9% em abril de 2026, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou uma perda de 1,8%. Dessa forma, o segmento se situa 6,0% abaixo do ponto mais alto de sua série (julho de 2023). Com relação ao nível pré-pandemia, o transporte de cargas está 35,9% acima de fevereiro 2020.

Mais sobre a PMS

A PMS produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do setor de serviços no país, investigando a receita bruta de serviços nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, que desempenham como principal atividade um serviço não financeiro, excluídas as áreas de saúde e educação. Há resultados para o Brasil e todas as unidades da Federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra. A próxima divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços, referente a maio de 2026, será em 15 de julho de 2026.

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