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PNAD Contínua

Entenda a metodologia e como funciona a PNAD Contínua

Editoria: Estatísticas Sociais

26/02/2026 11h15 | Atualizado em 26/02/2026 11h15

Você sabe o que é PNAD Contínua? A sigla poderia ser mais uma, entre tantas outras, que estão no nosso cotidiano. Mas se refere a uma das pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mensalmente vai às casas dos brasileiros e traz um retrato socioeconômico dos lares.

Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua: este é seu nome completo. Ela visa acompanhar as flutuações trimestrais e a evolução, no curto, médio e longo prazos, da força de trabalho e outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do País.

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios, explica que a PNAD Contínua é a mais importante pesquisa do IBGE para acompanhar o mercado de trabalho. - Foto: Lorenzo Mello

Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios, explica a importância de a população conhecer o trabalho do IBGE. “O Censo Demográfico é realizado a cada dez anos e investiga todos os domicílios do país. Mas o Instituto realiza diversas pesquisas permanentes. Entre elas, a mais importante para acompanhar o mercado de trabalho: a PNAD Contínua”, destaca. “Porque, se dependêssemos apenas do Censo, passaríamos até dez anos sem informações atualizadas sobre desemprego, ocupação, rendimento e informalidade. A PNAD Contínua permite acompanhar, trimestre a trimestre, a dinâmica do mercado de trabalho brasileiro”, continua.

O Censo traz resultados para todos os municípios, já a PNAD Contínua traz resultados com alta frequência e qualidade para estados e Brasil. Elas são pesquisas complementares, não concorrentes.

O IBGE segue as recomendações da Organização Internacional do Trabalho, definidas na 19ª Conferência Internacional de Estatísticos do Trabalho, de 2013. Isso garante comparabilidade internacional.

Confira algumas dúvidas frequentes sobre a pesquisa:

- Quem é considerado ocupado?
É considerada ocupada a pessoa que exerceu algum trabalho remunerado na semana de referência, mesmo que por apenas uma hora. Também entram trabalhadores familiares que ajudaram em atividade econômica. Isso busca captar todas as formas de inserção no trabalho para o mercado, desde as mais precárias até as mais formalizadas

- E quem é considerado desocupado?
É quem não estava trabalhando, procurou trabalho de forma efetiva nos últimos 30 dias e estava disponível para trabalhar.

- E motoristas e entregadores de aplicativo?
Na maioria dos casos, são classificados como trabalhadores por conta própria. Isso porque organizam sua jornada, podem atuar em várias plataformas e recebem por tarefa, podem decidir sobre quais clientes atender.

-Só quem tem carteira assinada no setor privado é formal?
Não. Também são formais empregados do setor público, conta própria com CNPJ, empregadores com CNPJ e empregados domésticos com carteira assinada.

- E quem recebe Bolsa Família é considerado empregado?
Não. O recebimento do benefício não interfere na classificação. A pessoa será considerada ocupada, desocupada ou fora da força de trabalho conforme sua situação de trabalho.

- Por que a taxa de desocupação é diferente da taxa de subutilização da força de trabalho?
A metodologia internacional da OIT define diferentes indicadores para mensurar a força de trabalho. A taxa de desocupação, amplamente utilizada pelos países, mede a pressão da procura por trabalho no período de referência e permite maior comparabilidade internacional. Já a taxa de subutilização pode ampliar o diagnóstico ao captar outras formas de insuficiente inserção laboral (subocupados por insuficiência de horas e a força de trabalho potencial). Embora a taxa de desocupação seja diferente da taxa de subutilização, isso não a torna “mais verdadeira” ou "menos verdadeira". O IBGE produz e divulga ambas, e podem ser analisadas de forma complementar.